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Estado americano pode incluir viciados em heroína na lista de pacientes que usam maconha medicinal

25/04/2016 11:35 BRT | Atualizado 27/01/2017 00:31 BRST
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JACK GUEZ via Getty Images
An Israeli employee carries bags of cannabis being sold for prescription-carrying patients at a dispensary by Israeli medical cannabis company Tikun Olam in the coastal Israeli city of Tel Aviv on March 2, 2016. / AFP / JACK GUEZ (Photo credit should read JACK GUEZ/AFP/Getty Images)

O Maine pode se tornar o primeiro estado dos EUA a tratar dependentes de drogas como a heroína com maconha medicinal.

Na última semana, 30 pacientes e médicos foram ouvidos por agentes públicos durante uma audiência, e afirmaram que o uso da erva alivia os sintomas causados pelo vício em drogas derivadas do ópio.

Em contrapartida, quatro médicos se manifestaram contra a proposta. Quem discorda do uso da maconha no tratamento de viciados diz que há poucas pesquisas sobre o tema, e que eventualmente, a tentativa poderia ser como "jogar gasolina no fogo".

O estado norte-americano aprovou o uso da maconha medicinal em 2009. São pacientes "elegíveis" para o tratamento aqueles que sofrem com câncer, AIDS.

Segundo pesquisas, os princípios ativos da maconha podem ser um aliado no combate ao vício de drogas derivadas do ópio. Com o uso da erva pode reduzir o consumo de analgésicos que também podem desencadear vícios, por exemplo. Entre os sintomas de abstinência do ópio estão náusea, diarreia, espasmos musculares, insônia e ansiedade.

Britney Lashier, 23, deu o seu depoimento na audiência. "A maconha salvou minha vida, com certeza".

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Maine tem 180 dias para se manifestar sobre a audiência, organizada após uma cuidadora propor uma petição a respeito do tema.