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Ministro do STF manda investigar planilhas da Odebrecht com mais de 200 nomes de políticos

23/04/2016 15:02 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
EVARISTO SA via Getty Images
Brazil's Supreme Court Minister Teori Zavascki attends a session of the Supreme Court in Brasilia, on March 5, 2015. Zavascki will preside over the Supreme Court investigation into allegations that dozens of politicians and businessmen received kickbacks on inflated contracts of the state-run oil company Petrobras. A probe into a multibillion-dollar graft scandal at state oil giant Petrobras will not extend to President Dilma Rousseff, Brazilian media reported Thursday. Prosecutor general Rodrigo Janot on Tuesday said he wants to open investigations into 54 people, including politicians who would normally enjoy parliamentary immunity. AFP PHOTO / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki determinou a abertura de procedimento para apuração preliminar sobre planilhas apreendidas na Operação Lava Jato com nomes de políticos que teriam recebido doações da Odebrechet.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai analisar a lista e decidir se há ou não indícios para pedir ao STF a abertura de inquérito contra os políticos citados, de acordo com a assessoria de comunicação da Corte.

As planilhas foram apreendidas na casa de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, executivo da empreiteira Odebrecht, e listam mais de 200 políticos da oposição e do governo que teriam recebido repasses da empreiteira. O executivo foi alvo da 23ª fase da Operação Lava, conhecida como Acarajé. Nos documentos, não há juízo sobre a legalidade dos pagamentos feitos pela construtora, que é uma das maiores doadoras a políticos.

Teori Zavascki também decidiu devolver ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, responsável pelos processos da Lava Jato, duas investigações que haviam sido remetidas ao Supremo, as da 23ª e 26ª fases da Operação Lava Jato, denominadas Acarajé e Xepa.

Em março, Moro decidiu enviar ao STF os processos decorrentes das duas fases da operação, que incluem a lista que trata dos pagamentos feitos pela Odebrechet a políticos. Moro havia colocado a lista em segredo de Justiça em função do foro privilegiado de alguns dos citados.

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