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Assembleia ignora Máfia da Merenda e cria Dia da Ação de Graça

23/04/2016 18:43 BRT | Atualizado 27/01/2017 00:31 BRST
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Rovena Rosa/ Agência Brasil

A única reunião da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com quórum e votação, desde que o escândalo da Máfia da Merenda estourou, serviu para os deputados aprovarem projetos de lei de caráter religioso.

Eles continuaram a ignorar os requerimentos sobre o escândalo.

Na sessão, os deputados estaduais votaram pela criação da Virada Cultural Católica, a favor de declarar a música gospel como patrimônio cultural imaterial do estado, e de instituir o "Dia Estadual de Ação de Graças”. Em caráter terminativo, a criação do Dia de Ação de Graças foi encaminhado para sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

A Polícia Civil e o Ministério Público acreditam na possibilidade de que os contratos fraudados com prefeituras paulistas envolvendo a máfia da merenda escolar chegue a R$ 20 milhões, sendo R$ 2 milhões desse valor voltados a propinas. Fernando Capez (PSDB) é o presidente da Assembleia e o principal político suspeito de envolvimento no esquema.

Na única sessão anterior com quórum necessário, Roberto Engler (PSDB) fez pedido de vistas (tempo para análise) do processo.

Na semana passada, a Polícia Civil apreendeu uma foto em que um dos envolvidos na chamada "máfia da merenda" de São Paulo onde Carlos Luciano Lopes, um dos vendedores da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), exibe maços de notas de 2, 10, 20 e 50 reais.

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