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Se tiver 'golpe', Dilma vai pedir suspensão do Brasil no Mercosul

22/04/2016 21:40 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Ansa

Em Nova York, a presidente Dilma Rousseff disse que, caso sofra o processo de impeachment, vai recorrer ao Mercosul e a Unasul. Ela quer que os dois blocos analisem o processo e possam suspender o Brasil.

"Está em curso no Brasil um golpe, então eu gostaria que o Mercosul e a Unasul olhassem esse processo. A cláusula democrática implica em uma avaliação da questão. Nós sempre fazemos essa avaliação."

Pela primeira vez, ela também disse que antecipar as eleições seria uma saída “não golpista”. A presidente, porém, não encampou a ideia. Afirmou que vai fazer uso do direito de defender o seu mandato.

“Agora estou defendendo meu mandato, não acuso quem propor eleição direta de golpista, não é golpe, são outras discussões.(…) Quero defender meu mandato. O que não é admitido é um processo de impeachment que, na verdade, é uma eleição indireta travestida de impeachment."

A presidente também rechaçou a acusação de que está se vitimizando.

“Não é vitimização. Sou vítima de um processo absolutamente infundado. Pergunto a vocês, quem assumirá o destino do País? Pessoas ilegítimas, que não tiveram voto para presidência da República, que tem sua trajetória marcada por acusações de lavagem de dinheiro, contas no exterior. Eu não tenho. Nunca recebi dinheiro para me beneficiar, nunca fiz isso.”

Apesar de evitado falar em golpe pela manhã na ONU, ela usou bastante a palavra com os jornalistas."Me dizer que não é golpe é tampar o sol com a peneira." Segundo ela, para ter golpe, basta usar a mão, que é extremamente poderosa, para “rasgar a Constituição”.

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