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Dilma recorre à ONU e à comunidade estrangeira na tentativa de barrar o impeachment

22/04/2016 09:22 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
ASSOCIATED PRESS
President Dilma Rousseff, of Brazil, addresses the 2015 Sustainable Development Summit, Sunday, Sept. 27, 2015, at United Nations headquarters. (AP Photo/Richard Drew)

A presidente Dilma Rousseff chegou ontem a Nova York onde deve pôr em prática uma estratégia internacional na tentativa de barrar seu processo de impeachment no congresso brasileiro.

Nesta sexta-feira (22), ela fará um discurso durante a cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, na ONU (Organização das Nações Unidas) e deve aproveitar o momento para denunciar ter sido vítima de um 'golpe parlamentar' na Câmara dos Deputados.

Essa tem sido linha de defesa usada pelo Planalto desde que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aceitou a denúncia. O Planalto acusa o peemedebista de revanchismo e diz não haver crime de responsabilidade.

A decisão de ir aos Estados Unidos só foi tomada na última terça-feira à noite. Até então, a petista cogitava cancelar a viagem para evitar que seu vice, Michel Temer, assumisse seu cargo interinamente.

Assessores da presidente, no entanto, insistiram que na ida aos Estados Unidos e desde ontem, quando Dilma embarcou, Temer assume como presidente em exercício.

Segundo um assessor presidencial informou à Folha de S.Paulo, às citações ao processo de impeachment de Dilma deverão ser "sutis" e "elegantes".

A viagem de Dilma e o provável discurso em tom de "denúncia" na ONU irritaram a oposição. "Ela vai tentar explicar o inexplicável, tentar sensibilizar fóruns internacionais que não a conhecem. Como se o impeachment não estivesse previsto na Constituição", afirmou o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN).

O acordo do clima elaborado em Paris no ano passado envolve metas dos países signatários para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, ampliar o uso de fonte sustentáveis de energia e o reflorestamento.

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