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Para a revista Time, Sergio Moro é uma das 100 pessoas mais influentes do mundo

21/04/2016 13:25 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Paulo Whitaker / Reuters
Federal Judge Sergio Moro gestures as he attends Brazil Summit in Sao Paulo, Brazil, October 27, 2015. REUTERS/Paulo Whitaker

A revista americana Time elegeu o juiz Sergio Moro uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, ao lado de líderes como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o CEO da Apple, Tim Cook, e a cantora Adele.

O líder da operação Lava Jato na primeira instância é destacado em texto sobre a limpeza na corrupção.

Assinado pelo editor de Internacional da Time, Bryan Walsh, o texto fala que os brasileiros o chamam de SuperMoro e bradam seu nome no Rio de Janeiro como se ele fosse uma estrela do futebol.

"Mas Sergio Moro é apenas um juiz, mas um que está revelando um escândalo de corrupção tão grande que poderia até mesmo derrubar um presidente - e talvez, mudar a cultura de fraude que por muito tempo vem impedindo o progresso do país", escreve Walsh.

Moro é o único brasileiro mencionado neste ano. Em 2015, a revista havia incluído na lista o empresário Jorge Paulo Lemann e o surfista Gabriel Medina.

Em 2014 também não havia nenhum brasileiro, mas foram citados os presidentes do Chile, Michelle Bachelet, e da Venezuela, Nicolás Maduro, e o então presidente uruguaio Pepe Mujica.

Em 2013 foram eleitos o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e o chef de cozinha Alex Atala.

Moro é o tema de uma reportagem da Vice News publicada nesta quinta-feira (21), que destaca que milhões de brasileiros odeiam todos os políticos, mas adoram o juiz.

"A profunda crise política do Brasil - que parece ver, em breve, uma legislatura cheia de políticos supostamente corruptos empurrar a presidente Dilma Rousseff para fora do mandato - é notavelmente desprovida de heróis. Exceto, talvez, por um."

"Nos protestos massivos contra o governo e contra a corrupção, que levaram milhões de pessoas às ruas em março, os manifestantes carregavam bonecos de Dilma e vaiavam políticos da oposição que tentavam se aproveitar da crise."

"Mas no meio do desprezo pela elite política do Brasil, houve flashes de um humor diferente: 'In Moro We Trust' ['Em Moro Nós Acreditamos'] foi um dos slogans mais populares", afirma a reportagem.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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