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20/04/2016 20:04 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

A velha rivalidade PT X PSDB abre comissão de impeachment no Senado

Montagem/PR/Senado

A polaridade das urnas em 2014, com a disputa entre petistas, com a presidente Dilma Rousseff, e tucanos, com o candidato Aécio Neves, se repete na formação da comissão que analisará o impeachment da mandatária no Senado.

Por ter a segunda maior bancada da Casa, tamanho semelhante ao do PT, o PSDB indicou o senador Antonio Anastaria (MG) para relatar o processo. Os petistas argumentam que os tucanos são interessados no caso e não seriam isentos.

Líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB) disse que quando fez a indicação do senador Anastasia "foi com a convicção de que dificilmente encontraríamos um senador com o equilíbrio, temperança, saber jurídico e conhecimento constitucional como ele”. "Tenho certeza de que a sociedade brasileira vai encontrar no senador Anastasia um senador talhado para essa tarefa.”

Os senadores Lindbergh Farias (RJ) e Gleisei Hoffmann (PR), do PT), discordam.Para Gleisi, Anastasia é um militante pró-impeachment. Lindbergh sugeriu o nome do senador Cristovam Buarque (PPS-DF).

"Não concordamos com a indicação do senador Anastasia. A gente acha que o relator tem que ter as mesmas características que o presidente (…) Para analisar se tem crime ou não. A presidente tem que ter o direito de defesa. Os supostos crimes apontados contra ela são dois: as pedaladas fiscais em 2015, que nada mais são do que o Plano Safra, que é financiamento para agricultor. Não tem lógica afastar a presidente por esse plano. O segundo ponto é seis decretos suplementares, que são legais, permitidos na lei orçamentária”, completou Lindbergh.

O líder do PSDB logo reagiu: "Não posso me submeter a um beicinho do Lindbergh”.

A presidência da comissão ficará com o PMDB, pelo tamanho da bancada. O líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), indicou o senador Raimundo Lira (PMDB-PB). O nome foi bem visto entre a oposição e os aliados de Dilma.

Saiba como deve ficar a composição da comissão:

PMDB – 5 vagas:

Raimundo Lira (PB)

Rose de Freitas (ES)

Simone Tebet (MS)

Waldemir Moka (MS)

José Maranhão (PB )

PSDB, DEM e PV – 4 vagas:

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

PT e PDT – 4 vagas (principais cotados):

Lindbergh Farias (PT-RJ )

José Pimentel (PT-CE)

Gleisi Hoffmann (PT-PR)

PSB, PPS, PCdoB e Rede – 3 vagas:

Romário (PSB-RJ)

Fernando Bezerra (PSB-PE)

Vanessa Grazziotin (PCdoB)

PP, PSD – 3 vagas:

Zé Medeiros (PSD-MT)

Ana Amélia (PP-RS)

Gladson Cameli (PP-AC)

PR, PTB, PSC, PRB, PTC – 2 vagas:

Wellington Fagundes (PR-MT)

Zezé Perrela (PTB-MG)

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