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Em documento à ONU, 1.000 líderes globais afirmam que guerra às drogas é um desastre

19/04/2016 15:23 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Richard Newstead via Getty Images
Medical marijuana. Used by patients with varying health symptoms. This is a Cannabis Sativa, also known as Skunk.

Na semana em que a Assembleia Geral da ONU se reúne em sessão especial para discutir o problema mundial das drogas.

Aproveitando o encontro, mais de 1.000 líderes - entre eles 27 membros da Câmara dos EUA e seis senadores - afirmaram, em uma carta aberta, que a guerra contra as drogas é "desastrosa para a saúde e segurança global, e para os direitos humanos" e que "não se pode tolerar, no século 21, uma política tão contraprodutiva como a do século passado.

Os dois principais pré-candidatos à presidência pelo Partido Democrata, Hillary Clinton e Bernie Sanders também assinaram a carta, de acordo com o Washington Post.

"Focada principalmente na criminalização e na punição, ela criou um vasto mercado ilícito que enriqueceu organizações criminosas, governos corruptos, fomentou a violência, distorceu mercados e minou os valores morais básicos".

Na agenda do evento, que dura três dais e acontece na sede da ONU, em Nova York, os especialistas vão tratar de questões como a produção, tráfico e políticas de combate dos governos. O último encontro que tratou do tema de forma tão abrangente aconteceu em 1998. Desde lá muita coisa mudou.

Entre os temas que serão debatidos está o caso de Portugal, que trata o problema das drogas como um caso de saúde e não criminal.