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19/04/2016 17:31 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Bolsonaro fez apologia a crime, diz secretário de Direitos Humanos

Reprodução Facebook

Após deputados exaltarem a ditadura durante a votação em plenário do impeachmnent da presidente Dilma Rousseff, o secretário de Direitos Humanos do governo federal, Rogério Sottili, condenou o “aplauso aos torturadores”.

“Ao repudiar com veemência o discurso do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), exaltando a memória de um dos maiores torturadores da história desse País, lamenta-se profundamente que a brutalidade e a gramática da violência ainda encontrem lugar nos diversos espaços da sociedade, inclusive no poder legislativo, onde os debates e argumentos essenciais deveriam ter a democracia e o respeito a todos os seres humanos como princípio. Tais posições são inadmissíveis em contextos democráticos, já que são, inclusive, apologias a crimes previstos pelo Código Penal como hediondos, inafiançáveis e imprescritíveis.”

No domingo, Bolsonaro se declarou a favor do afastamento da presidente “em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”.

Sottili defendeu a revisão da Lei da Anistia a fim de combater a impunidade de pessoas como Ustra para impedir figuras públicas de pregar “ódio, morte, tortura e violência, e que o façam reiteradamente, sem que sejam devidamente responsabilizadas por isso”.

O secretário defendeu a responsabilização de Bolsonaro por suas declarações e disse ainda que a sociedade deve esta permanentemente alerta e mobilizada.

Pela manhã, a presidente classificou como “lamentável” a fala de Bolsonaro. “Fui presa nos anos 1970, de fato, eu conheci muito bem esse senhor, ao qual se refere. Ele era um dos maiores torturadores do Brasil. Recaem sobre ele também acusações de morte. É só ler os papéis da Comissão da Verdade e mesmo outros relatos”, disse.

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