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Ansiedade, cyberbullying e pensamentos suicidas estão aumentando entre jovens alunos, indica relatório

19/04/2016 09:34 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
MarkPiovesan via Getty Images
Sad student with school bag.

Um número cada vez maior de jovens sofre com problemas de saúde mental como estresse e ansiedade, mas há uma séria falta de apoio fora do horário da escola, alerta um relatório.

As crianças de hoje têm de lidar com uma “gama extraordinária” de pressões — incluindo a tecnologia moderna —, e é preciso que haja disponibilidade de tratamento especializado.

O relatório, da Associação de Líderes de Escolas e Faculdades (ASCL, na sigla em inglês) e do National Children’s Bureau, ambas entidades britânicas, afirma que as escolas observam que mais crianças precisam de ajuda, mas muitas ainda têm dificuldade de obter ajuda para lidar com problemas de saúde mental.

saúde mental e cyberbullying

Um levantamento realizado com 338 líderes escolares, muitos deles trabalhando em escolas secundárias, indica que mais da metade deles (55%) observou aumento significativo de estudantes sofrendo de ansiedade e estresse nos últimos cinco anos, enquanto mais de 40% disseram ter notado um grande aumento no cyberbullying.

Além disso, quase oito de cada dez entrevistados (79%) disseram ter visto um aumento de comportamentos de autoagressão ou pensamentos suicidas entre os alunos.

Quase dois terços (65%) disseram ter enfrentado desafios para obter ajuda de serviços especializados para jovens que precisam de atendimento especializado, enquanto 53% daqueles que procuraram os Serviços de Saúde Mental para Crianças e Adolescentes (CAHMS, na sigla em inglês) avaliaram o serviço como ruim ou muito ruim.

O relatório conclui: “Está claro que há serviços de aconselhamento muito bons e eficientes em várias escolas, mas as preocupações acerca do CAHMS refletem a necessidade de um apoio especializado de melhor qualidade além dos portões da escola”.

“Há um desejo manifesto dos líderes das escolas para expandir o serviço. Embora as escolas possam trabalhar no sentido de promover a boa saúde mental por meio de seus currículos e, em muitos casos, com serviços de aconselhamento, elas não podem fazer tudo sozinhas. Crianças e adolescentes precisam de intervenção especializada precoce além dos portões das escolas. E, quando ficam doentes, o Serviço Nacional de Saúde precisa oferecer os recursos adequados e tratamentos acessíveis.”

Em seu discurso para a conferência anual da ASCL, o secretário-geral interino da organização, Malcolm Trobe, afirma: “Embora as escolas façam um excelente trabalho oferecendo apoio em suas próprias dependências, nossa pesquisa aponta grandes falhas no serviços de saúde mental além dos portões.”

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost UK e traduzido do inglês.

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