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18/04/2016 10:27 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Manifestantes pró e contra impeachment de Dilma rejeitam Michel Temer, diz Datafolha

NELSON ALMEIDA via Getty Images
Brazilian Vice President Michel Temer gestures during an Economic Forum in Sao Paulo, Brazil, August 31, 2015. AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

A maioria dos manifestantes pró e contra o impeachment de Dilma Rousseff quer que Michel Temer também seja afastado do governo, de acordo com a pesquisa do Datafolha, feita com as pessoas que estavam presente nos atos contra e a favor do governo no último domingo (17), em São Paulo. As informações são do site da Folha de S. Paulo desta segunda-feira.

Na avenida paulista, onde foi promovido o protesto pela queda da presidente, 69% acreditam que a gestão de Temer será regular ou ruim/péssima, em um eventual governo. Já 54% dos entrevistados disseram ser favoráveis ao impeachment do peemedebista.

Já entre os manifestantes a favor da permanência da presidente, que estiveram no Vale do Anhangabaú, 79% defendem que Temer seja afastado e 88% acreditam que sua gestão, em caso de impeachment de Dilma, será ruim ou péssima.

Se depender dos manifestantes pró e contra Dilma, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também não escapa da desaprovação. Na Avenida Paulista, 87% dos manifestantes também apoiam o afastamento do congressista e, no Anhangabaú, este índice sobe para 94%.

Ainda segundo o Datafolha, assim como em outros protestos, o perfil de ambos os manifestantes se manteve elitizado. Entre aqueles a favor da abertura do impeachment, 31% disseram ter renda superior a dez salários mínimos e, no protesto a favor de Dilma, 61% tinham curso superior.

Impeachment: Próximos passos

Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou o impeachment de Dilma. Após 43 horas de debate entre deputados e lideranças da bancada, a abertura do processo pelo impedimento da petista foi decretada com 367 votos favoráveis.

Com o fim da tramitação na Câmara, o processo segue para o Senado, que deve realizar a votação por volta de 11 de maio. Se a maioria simples — 41 dos 81 senadores — votar pela instauração, Dilma Rousseff será afastada do Palácio do Planalto por 180 dias.

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