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Itália confirma 'tragédia' com imigrantes na costa do Egito

18/04/2016 12:22 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Anadolu Agency via Getty Images
IZMIR, TURKEY - APRIL 1: Turkish Coast Guards refugees captured by Turkish coast guard in the Aegean Sea are seen iCesme district of Izmir, Turkey on April 1, 2016. Turkish Coast Guards rescued 79 refugees who were illegally trying to reach Greece's Islands through the Aegean Sea with a overloaded inflatable boats. (Photo by Denizhan Guzel/Anadolu Agency/Getty Images)

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, confirmou nesta segunda-feira (18) relatos de que muitos refugiados morreram em águas egípcias, mas disse que ainda estava esperando mais detalhes sobre o ocorrido.

"O que é certo é que estamos mais uma vez com uma tragédia no Mediterrâneo, exatamente um ano depois da tragédia que tivemos... em águas líbias", disse o chanceler italiano a repórteres, em referência às mortes de centenas de imigrantes na costa da Líbia em abril de 2015.

"Essa é outra forte razão para a Europa se comprometer a não construir muros", afirmou.

O presidente italiano, Sergio Mattarella também confirmou a tragédia, durante um evento em Roma. Sem dar detalhes, ele disse que a Europa precisa refletir sobre "mais uma tragédia no Mediterrâneo na qual, aparentemente, centenas de pessoas morreram".

Segundo reportagens da mídia italiana não confirmadas, até 400 imigrantes teriam morrido em naufrágios perto da costa do Egito, durante tentativa de travessia para a Europa. Ainda segundo a imprensa, os refugiados sugiram da Somália, da Etiópia e da Eritrea em botes precários.

Em abril de 2015, mais de 700 refugiados morreram em um incidente parecido, quando o bote em que viajavam afundou na Itália. O incidente causou comoção internacional, e voltou às atenções para a política de refugiados que estava sendo adotada pela Europa.

Embora não tenha conseguido confirmar o incidente de forma independente, a organização Médicos Sem Fronteiras se manifestou, falando que o incidente era um assassinato em massa.

(Com informações da Reuters)