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The Voice: Paulinho da Força chama petistas de vagabundos em cantoria no plenário

17/04/2016 17:31 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reprodução/Facebook

Conhecido por animar os dias na Câmara, o deputado Paulinho da Força (SD-SP), um dos principais aliados do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não foi diferente no dia da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Casa.

The Voice

Quando foi usar a tribuna, Paulinho abusou do confete e cantou “Dilma vai embora que o Brasil não quer você e leve o Lula junto e os vagabundos do PT”, entoou. Ele fez questão de chamar atenção do público antes da cantoria. “Levanta aí pessoal”, pediu aos colegas.

Atrás do oposicionistas, parlamentares seguravam placas de “tchau, querida”, expressão cunhada pelo parlamentar, um dos principais aliados de Cunha. A performance provocou reação no plenário e o peemedebista voltou a puxar a orelha. “Quero pedir que qualquer tipo de manifestação seja somente de quem vai usar a tribuna”, disse.

Conheça outros episódios protagonizados pelos parlamentar réu por acusação de receber dinheiro desviado do BNDES:

Tchau, querida

No dia do beijo, comemorado em 13 de abril, Paulinho mandou um “beijinho no ombro” para Dilma pelo Facebook. “Hoje é dia do beijo, mas o seu eu deixo para o dia 17, o dia do impeachment”, escreveu.

Bolão

Na semana passada, Paulinho foi um dos organizadores do bolão do impeachment. Ele apostou em 382 votos a favor do impedimento e 118 contra. Para participar, os deputados tinham de pagar R$ 100.

Dólares falsos

Em maio de 2015, durante a votação da MP 665, que endureceu as regras trabalhistas, um grupo de manifestantes ligado à Força Sindical, presidida por Paulinho, jogou no Salão Verde da Câmara dólares falsos com os rostos de Dilma, de Lula e do tesoureiro do PT, João Vaccari Netto, preso pela Operação Lava Jato.

Ratos na CPI

Paulinho também foi acusado de orquestrar o episódio de ratos na CPI da Petrobras, em abril de 2015. Responsável por soltar os animais, Márcio Martins de Oliveira era servidor na Segunda Vice-Presidência da Câmara, mas entre até março de 2015, trabalhou como secretário parlamentar de Paulinho. O parlamentar nega envolvimento no ocorrido.

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