NOTÍCIAS

Jean Wyllys tenta cuspir em Bolsonaro no plenário e diz que reagiu a ofensas homofóbicas (VÍDEO)

17/04/2016 22:38 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Logo após votar contra o relatório que dá prosseguimento ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o deputado Jean Wyllys (PSol-RJ) reagiu às provocações do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com um cuspe.

De acordo com a assessoria de imprensa do PSol, a ação de Jean Wyllys ocorreu após ter sido xingado de "viado", "boiola" e "queima-rosca", além de outras ofensas.

Wyllys teria reagido após ser "agarrado de forma violenta", segundo a assessoria do PSol, e depois do discurso no qual Bolsonaro faz uma defesa da ditadura.

Ao votar, Bolsonaro parabenizou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e disse que "perderam em 1964 e perderam em 2016”, além de dizer que estava votando pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Ustra foi o primeiro militar brasileiro a responder por um processo de tortura na ditadura. Ele chefiou o DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, órgão de repressão política durante a ditadura militar.

Em seguida, o deputado Jean Wyllys votou não ao processo que considera uma farsa, uma prática sexista, com analfabetos políticos e vendidos.

Bolsonaro disse que Jean Wyllys apelou para baixaria, mas disse que não ia "desafiar para pancada" porque não é do seu “feitio”:

“É uma agressão, demonstra que ele não está preparado para ser deputado federal. Não representa ninguém, nem a comunidade LGBT gosta dele, a maioria dos gays votam em mim porque entenderam que minha briga foi contra o kit gay, o material escolar e não contra o Jean Wyllys. Inclusive, ele me discriminou no voo da TAM. Isso é preconceito, heterofobia.”

Jean se defendeu.

"Ele cospe diariamente nos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Ele cospe diariamente na democracia. Ele usa a violência física contra seus colegas na Câmara, chamou uma deputada de vagabunda e ameaçou estuprá-la. Ele cospe o tempo todo nos direitos humanos, na liberdade e na dignidade de milhões de pessoas. Eu não saí do armário para o orgulho para ficar queto ou com medo desse canalha."

O ato de Jean Wyllys pode ser questionado por Bolsonaro no Conselho de Ética, por quebra de decoro, com pena de cassação do mandato.

LEIA TAMBÉM:

- The Voice: Paulinho da Força chama petistas de vagabundos em cantoria no plenário

- Cunha avisa: Há outros 10 pedidos de impeachment contra Dilma na fila

- Governo e oposição brigam até último momento pelos votos dos indecisos sobre impeachment

- Muro em Brasília mostra que talvez tenhamos ido longe demais