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'É mentira rasteira', diz Temer sobre fim do Bolsa Família

16/04/2016 11:37 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian Vice President Michel Temer gestures upon leaving his office at the presidential palace in Brasilia on December 9, 2015. Brazil's Supreme Court on Tuesday suspended action by a special congressional commission weighing impeachment proceedings against embattled President Dilma Rousseff. The move freezes the impeachment process until December 16 when the court convenes for a full session.AFP PHOTO/EVARISTO SA / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

O vice-presidente Michel Temer usou o Twitter na manhã deste sábado (16) para desmentir que irá acabar com programas sociais, como o Bolsa Família, caso ele assuma o governo.

"Leio hoje (sábado) nos jornais as acusações de que acabarei com o Bolsa Família. Falso. Mentira rasteira. Manterei todos programas sociais", escreveu, a um dia da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

No Twitter, usuários questionaram se Temer estava falando como presidente. Também na rede social, o deputado federal Paulo Pimenta (PT) se manifestou:

Em pronunciamento veiculado pela internet na noite de sexta-feira (15), Dilma afirmou que seus eventuais sucessores acabariam com os programas sociais criados na gestão dela.

“Peço a todos os brasileiros que não se deixem enganar. Vejam quem está liderando este processo e o que propõem para o futuro do Brasil. Os golpistas já disseram que, se conseguirem usurpar o poder, será necessário impor sacrifícios à população brasileira. Com que legitimidade? Querem revogar direitos e cortar programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Ameaçam até a educação pública. Querem abrir mão da soberania nacional, mudar o regime de partilha, e entregar os recursos do pré-sal às multinacionais estrangeiras.”

Temer voltou a Brasília na noite de sexta-feira (15), alterando seu plano inicial de passar o fim de semana em São Paulo. O vice-presidente marcou uma reunião de trabalho às 12h, no Palácio do Jaburu.

Apesar de seus aliados demonstrarem confiança na vitória do impeachment, ainda há o receio de que o governo possa evitar os 342 votos em favor do impedimento.

A notícia de que três deputados do PP voltaram atrás na decisão de apoiar o impeachment acionou o alerta no grupo de Temer. Ainda assim, o ex-ministro Eliseu Padilha, que integra o núcleo duro do vice, classificou como "piada" a suposta reação.

Também numa conta de rede social, Padilha ressaltou o pedido de demissão do presidente do PSD, Gilberto Kassab, do Ministério das Cidades.

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