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Bolsonaro insinua que governo planeja atentado terrorista para se manter no poder

16/04/2016 12:43 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Ueslei Marcelino / Reuters
Congressman Jair Bolsonaro holds a Brazilian flag during a protest against Brazil's President Dilma Rousseff, part of nationwide protests calling for her impeachment, in Brasilia, Brazil, March 13, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) insinuou que o governo federal estaria planejando um atentado terrorista para se manter no poder. A acusação foi feita na madrugada deste sábado (16), durante a sessão da Câmara dos Deputados que discute o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Em sua fala, contudo, Bolsonaro não citou a denúncia das pedaladas fiscais que baseiam o processo de impedimento.

Segundo o deputado do PSC, a confirmação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de uma suposta ameaça de ataque do Estado Islâmico ao Brasil seria apenas um pretexto para o Partido dos Trabalhadores, que ele chamou de "facção criminosa", atacar o País e acusar o grupo terrorista.

"Isso não é de graça", afirmou. "Governo fará muito mais que o diabo para não deixar o poder. Só não percebe quem não quer."

Bolsonaro falou por de dez minutos, criticando supostos acordos que a presidente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam feito com países como Cuba, Venezuela e a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O filho de Bolsonaro, Eduardo, falou em seguida e manteve o tom acusatório contra o posicionamento "de esquerda" do governo, também sem se basear na denúncia por crime de responsabilidade.

O PSC foi o 15º partido a ocupar a tribuna na sessão que se iniciou na sexta-feira (15) e seguiu na manhã deste sábado (16).

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