MULHERES

Um banheiro pode trazer segurança e dignidade para meninas ao redor do mundo

15/04/2016 20:14 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
UNICEF/UNI147517/Romana

Cerca de um terço da população mundial não tem acesso a um vaso sanitário, e as meninas e mulheres nesse grupo carente são as que mais sofrem as consequências.

Mulheres que não têm escolha e precisam fazer suas necessidades ao ar livre correm um maior risco de ser atacadas, por exemplo. E as meninas que não têm acesso aos serviços de saneamento na escola normalmente faltam às aulas quando estão menstruadas.

Para destacar o poder que um vaso sanitário tem de empoderar e proteger as pessoas, e a necessidade de oferecer saneamento aos necessitados, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou uma interessante série de fotos de pessoas ao redor do mundo e seus vasos sanitários.

O Dia Mundial do Vaso Sanitário é celebrado anualmente no dia 19 de novembro. As fotos abaixo mostram como o acesso ao saneamento proporcionou às famílias uma melhora da saúde, segurança e um maior senso de dignidade.

  • Índia
    UNICEF/UNI147517/Romana

    Tulsi Prajapati mostra o vaso sanitário em sua casa em Madhya Pradesh, na Índia.

    Cerca de 50 milhões de pessoas em Madhya Pradesh defecam ao ar livre, e metade das crianças com menos de 3 anos sofre de nanismo, segundo o Unicef.
  • Nepal
    UNICEF/UNI199221/Karki

    Um estudante lava as mãos do lado de fora do banheiro em um centro de aprendizado temporário instalado pelo Unicef em Dolakha, um dos distritos afetados pelo terremoto ocorrido no ano passado em Nepal. Mais de 90% das escolas no distrito foram afetadas.
  • Madagascar
    UNICEF/UNI180146/Matas

    Meninas esperam na fila para usar as latrinas na Escola Primária Lohanosy, em Madagascar. A falta de banheiros separados muitas vezes impede as meninas de ir à escola, segundo o Unicef.
    A organização apoiou a construção de instalações de água e esgoto, salas de aula e um campo esportivo.
  • Níger
    UNICEF/UN07414/Tremeau

    “Meus filhos usam o penico, e depois eu o esvazio na latrina. Quando eles completarem 5 anos, poderão começar a usar as latrinas”, disse Djamila Mamane, de 25 anos, que tem dois filhos.
    “No meu caso, venho usando as latrinas por quatro anos. Há uma diferença real entre como a vida era antes e agora. Quando você vai aos banheiros no mato, pode encontrar outras pessoas; isso é realmente vergonhoso.”
  • Eritreia
    UNICEF/UNI178403/Pirozzi

    Uma menina carrega sabão e um pequeno jarro em direção à latrina da família, no vilarejo de Echet Tsaeda, na Eritreia, um país no leste da África.

    Três vilarejos em Fana, com o apoio do Unicef, foram declarados “sem defecação ao ar livre” em 2012. Isso significa que todos seus residentes se comprometeram a construir e usar latrinas e parar de defecar ao ar livre.

    Com isso, o abastecimento de água e o meio ambiente ficam protegidos da contaminação por fezes humanas.
  • Bolívia
    UNICEF/UNI189326/Gilbertson

    Aidi Panoso ensina o filho de 3 anos, Mateo Visalla, um dos seus gêmeos, a usar o banheiro em sua casa em Totorenda, uma comunidade Guarani na Bolívia. Antes da família ter vaso sanitário e água corrente, tinham de fazer suas necessidades no mato, correndo o risco de ser picados por cobras.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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