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New York Times critica hipocrisia de líderes pró-impeachment de Dilma: 'acusados de corrupção, fraude e abusos aos direitos humanos'

15/04/2016 11:49 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Fotos públicas/Agência Brasil

No dia em que os ritos para o impeachment de Dilma Rousseff começam na Câmara dos Deputados, o New York Times publicou uma matéria onde fala sobre a hipocrisia entre os líderes brasileiros.

"Alguns dos legisladores mais ativos na pressão pelo impeachment de Dilma enfrentam sérias acusações de corrupção, fraude eleitoral e abusos dos direitos humanos", afirma Simon Romero, correspondente do periódico americano no Brasil.

O texto ainda cita Mario Sergio Conti, colunista do jornal Folha de S.Paulo, que afirma que Dilma "cavou sua própria cova ao não entregar o que prometeu, mas está contaminada em uma esfera política manchada". Conti diz ainda que, embora a presidente não tenha roubado, "há uma gangue de ladrões a julgá-la".

Romero classifica Dilma como "uma raridade entre a maioria dos políticos do Brasil": não pesam, sobre ela, acusações de corrupção ou de roubo de dinheiro público.

A matéria ainda menciona o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e fala sobre as acusações de que o líder teria recebido milhões de reais em propinas. Também não escapam das acusações o vice-presidente Michel Temer, e o líder do Senado, Renan Calheiros.

"Ainda assim, alguns brasileiros argumentam que o impeachment tem menos a ver com a luta contra a corrupção, e se trata de um esforço para transferir o poder para legisladores com um passado questionável".

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