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Panamá Papers: Parlamento Europeu quer criar comissão de inquérito

14/04/2016 13:10 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
JOHN THYS via Getty Images
An activist performs as a client of an offshore company during a protest of the non-governmental organizations 'Oxfam' and 'Transparency International' in front of the European Commission headquarters in Brussels, on April 12, 2016. Following the Panama Papers revelations, Oxfam criticizes the EU Commission's delay of financial reforms. Commissioner Jonathan Hill is expected to present a list of reforms in Strasbourg, France, later on April 12. / AFP / JOHN THYS (Photo credit should read JOHN THYS/AFP/Getty Images)

O Parlamento Europeu decidiu nesta quinta-feira (14), em Estrasburgo, na França, criar uma comissão de investigação para o caso das denúncias de evasão de impostos por meio de paraísos fiscais, conhecido como Panamá Papers.

A decisão foi tomada por unanimidade em reunião da conferência de presidentes, que reúne os líderes das bancadas políticas e o presidente do Parlamento Europeu, segundo nota à imprensa.

No dia 4 de maio será votado, em conferência de presidentes, o mandato da comissão especial, que terá de ser aprovada depois pelo plenário do Parlamento, que se reúne de 9 a 12 de maio em Estrasburgo.

O Panamá Papers é a maior investigação jornalística da história, envolvendo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (Icij, na sigla em inglês), com sede em Washington, e inclui os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de um vazamento de informação e reuniu 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamenha Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e patrimônio, com informações sobre mais de 214 mil empresas offshore em mais de 200 países e territórios.

A investigação do caso Panamá Papers revela que milhares de empresas foram criadas em offshores e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu patrimônio.

Entre os citados estão o rei da Arábia Saudita, pessoas próximas do presidente russo, Vladimir Putin, o presidente da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.