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Escola que treinou piloto da Germanwings é processada por familiares das vítimas

14/04/2016 15:35 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Getty Images via Getty Images
FRANKFURT, GERMANY - SEPTEMBER 13: In this photo released today, co-pilot of Germanwings flight 4U9525 Andreas Lubitz participates in the Airport Hamburg 10-mile race on September 13, 2009 in Hamburg, Germany. Lubitz is suspected of having deliberately piloted Germanwings flight 4U 9525 into a mountain in southern France on March 24, 2015 and killing all 150 people on board, including himself, in the worst air disaster in Europe in recent history. (Photo by Getty Images)

Mais de 80 famílias das vítimas fatais do voo 9525 da Germanwings entraram com uma ação contra a escola de aviação americana em que o copiloto Andreas Lubitz treinou.

O acidente que terminou na morte de 150 pessoas foi provocado por um ato suicida de Lubitz nos Alpes franceses, no dia 24 de março de 2015.

O processo que foi encaminhado a um tribunal em Phoenix tem como alvo o Centro de Treinamento de Linha Aérea do Arizona. A ação alega que o instituto deve ser responsabilizado pelas perdas, já que não teve êxito em detectar os problemas médicos do piloto.

Enquanto fazia o curso preparatório da Lufthansa, que pertence ao mesmo grupo que comanda a Germanwings, Lubitz teria sido suspenso de suas atividades acadêmicas por aproximadamente dez meses para tratamento de depressão. Em 2010, após retornar à Lufhtansa com diagnóstico de que havia se curado e que não precisava de medicações, foi enviado aos EUA para reiniciar o treinamento aéreo.

A ação lembra que autoridades alemãs rejeitaram os pedidos de admissão de Lubitz em duas ocasiões devido a seu histórico de depressão. Em julho de 2009, emitiram certificado médico que incluía restrições e pedidos de invalidez caso apresentasse recaídas.

De acordo com a peça, se a escola do Arizona tivesse analisado a restrição médica ao piloto, teriam visto que ele havia sido hospitalizado com diagnóstico de depressão e tratado com medicamentos que o proibiam de voar.

Para o advogado Marc S. Moller, que representa o lado dos familiares, havia evidências claras de que o piloto não estava qualificado para exercer a profissão.

"O histórico de depressão particular de Lubitz e de instabilidade mental fez dele uma bomba-relógio suicida, sendo acionada quando sob estresse do dia-a-dia e de seu trabalho enquanto piloto", disse.

O presidente da escola, Matthias Kippenberg, e a Lufthansa não responderam aos pedidos de esclarecimento.