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#BringBackOurGirls: Dois anos depois, onde estão nossas meninas?

14/04/2016 11:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Há dois anos, 276 meninas eram levadas de uma escola em Chibok, no nordeste da Nigéria, por extremistas do Boko Haram.

Uma campanha mundial - encabeçada por líderes como a primeira-dama americana, Michelle Obama, e o premiê britânico, David Cameron - não foi suficiente para trazer as meninas de volta. Atualmente, mais de 200 seguem desaparecidas, e há temores de que algumas estejam mortas.

Nesta semana, a ONU divulgou um relatório onde afirma que o grupo extremista vem usando, cada vez mais, jovens meninas como armas. De acordo com relatos publicados na CNN, algumas jovens chegam a brigar entre si para ver quem vai ser morta nos atentados, por não aguentarem mais passar fome e serem abusadas sexualmente.

Nesta quinta-feira (14), a CNN divulgou um vídeo onde parte das meninas que foram sequestradas há dois anos aparece com vida. De acordo com a emissora, algumas delas foram reconhecidas pelos pais. De acordo com o New York Times, as imagens foram feitas em 25 de dezembro do ano passado. É a primeira vez que as jovens aparecem em um vídeo desde maio de 2014.

O governo da Nigéria segue negociando com o grupo para liberar as meninas. Criadora da campanha #BringBackOurGirls a ativista Obiageli Ezekwesili falou, durante um evento em Nova York, sobre a frustração com o caso.

"O fato de que nem o meu país nem o resto do mundo conseguiu levar justiça a essas meninas é emblemático do que nós vemos... Meninas e mulheres sofrem e não há ações decisivas para resolver isso."

Entre as jovens que escaparam - 59 - a maioria enfrenta severas dificuldades para se reintegrar às comunidades. A maioria foi estuprada e algumas são mães, o que deixa as meninas estigmatizadas e taxadas como "viúvas do Boko Haram". "O que essas mulheres vivenciam é uma tragédia dupla", afirma a ativista Esther Ibanga.