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Por 38 a 27, Câmara vota por continuidade de impeachment de Dilma

11/04/2016 20:38 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

dilma rousseff

A Comissão Especial da Câmara aprovou o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) que pede pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Foram 38 votos a favor e 27 contra.

PSDB, DEM, PRB, PSB, PTB, PPS, PSC, PSL, PMB e Solidariedade defenderam o impeachment na orientação das bancadas.

O PMDB, PP, PROS e o PHS liberaram o voto na bancada, enquanto PT, PCdoB, PSOL, PR, PSD, PTdoB, PEN e PDT votaram contra o relatório.

Já a Rede, apesar da recomendação da direção para apoiar o impeachment, teve seu único titular na comissão, o deputado Aliel Machado (PR), votando contra o afastamento.

O PTN, que havia anteriormente liberado a bancada, decidiu de última hora votar contra o impeachment na comissão.

O que vem por aí?

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Após a publicação, 48 horas depois, o parecer entrará na pauta de votações da Câmara, como primeiro item a ser discutido e votado. A previsão, até o momento, é que a discussão seja iniciada na próxima sexta-feira (15). A votação em si deve ocorrer no próximo domingo.

Para ser aprovado, serão necessários os votos de dois terços dos deputados, ou seja, 342, dos 513 parlamentares. Se aprovado, o parecer será encaminhado ao Senado, que analisará a admissibilidade do processo em sessão plenária. Se o relatório não obtiver os 342 votos na Câmara, a denúncia será arquivada.

Dia conturbado

Dada como certa desde o início do dia por oposição e governo, a base de Dilma Rousseff já indicava que a luta era "perder de pouco". Uma derrota expressiva na comissão indicaria um isolamento político ainda maior de Dilma semana decisiva.

O relator Jovair Arantes (PTB-GO) disse, em sua fala mais cedo, não haver mais clima para a continuidade do governo Dilma. E ataca: a presidente comanda um governo "autoritário", "arrogante" e "falido".

Por sua vez, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, voltou a tese de que o relator está rasgando a Constituição, destacou que o processo já nasce “viciado” e pediu a anulação do texto.

“O processo nasce com um pecado original, a má utilização da competência do presidente da Câmara para fazer uma vingança", afirmou, em referência ao dia em que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou o pedido.

No fim de sua fala, José Eduardo Cardozo afirma que "o impeachment viola, sim, o Estado de direito e a constituição. A história não perdoa a violência à democracia. Falo isso não só como advogado, mas como cidadão que lutou contra a ditadura".

Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo

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