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Câmara discute no grito a defesa de Cardozo sobre o relatório pró-impeachment

11/04/2016 13:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A defesa do advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo sobre o relatório que pede o imepachment da presidente Dilma Rousseff foi interrompida várias vezes e discutida no grito na sessão que terminará com a votação do texto.

O principal grito foi em prol do governo. Uma série de "não vai ter golpe” impediu Cardozo de falar.

Cardozo voltou a tese de que o relator está rasgando a Constituição, destacou que o processo já nasce “viciado” e pediu a anulação do texto.

“O processo nasce com um pecado original, a má utilização da competência do presidente da Câmara para fazer uma vingança", afirmou, em referência ao dia em que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou o pedido. O ato foi encarado por petistas como vingança por ter sido anunciado momentos após o PT decidir votar contra o peemedebista no Conselho de Ética.

"Defendo que o relatório não expressa condições de aceitabilidade contra a presidente legitimamente eleita. Defendo que o processo foi instaurado por desvio de poder por meio de mão invisível ou talvez visível, que faz com que processos andem rápido e outros não", afirmou. "Defendo que num país marcado pela corrupção, uma presidente não pode ser afastada por uma questão contábil que era aceita pelos tribunais”.

Antes de Cardozo se pronunciar, o relator Jovair Arantes (PTB-GO) disse que "não há mais clima para este governo" e que "ninguém acredita mais" na atual gestão, que qualificou como "arrogante”.

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