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#PanamaPapers: Fundador do PSDB tem ligação com offshore usada para corrupção entre Alstom e Eletropaulo

07/04/2016 11:37 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Camara de S. José dos Campos e Reprodução

Afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) desde o ano passado, o conselheiro Robson Marinho está ligado à empresa offshore Higgins Finance, uma das muitas citadas nos documentos do Panama Papers, nome dado ao vazamento de 11,5 milhões de documentos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, no último dia 3 de abril.

É o que mostra reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, nesta quinta-feira (7).

Fundador do PSDB e braço direito do ex-governador de São Paulo Mário Covas, Marinho foi afastado em agosto de 2015 por suspeita de corrupção. De acordo com o Ministério Público (MP-SP), ele teria recebido cerca de US$ 3 milhões da Alstom para conseguir a implementação do aditivo X do contrato Gisel, entre a multinacional francesa e a Eletropaulo.

Na época, Marinho negou qualquer irregularidade e negou ter contas na Suíça. Não mencionou, todavia, que possuiria ligação com qualquer offshore fora do Brasil. De acordo com Rodrigues, o acervo vazado da Mossack mostra um total de 152 e-mails ligando a Higgins Finance e Robson Marinho.

Procurado pelo jornalista do UOL, o advogado Celso Vilardi, que defende Marinho, não quis comentar o assunto. Já o próprio conselheiro do TCE não foi localizado e nem retornou para explicar a sua vinculação com a Mossack.

Repassados por um informante ao jornal alemão Suddeutsche Zeitung, os documentos do caso Panama Papers compilam uma lista de 14 mil empresas offshore, abertas e fechadas em 21 países diferentes, entre 1977 e 2015, pela empresa panamenha Mossack Fonseca. Dos 14 mil intermediários da firma em todo o mundo, 403 operavam no Brasil – o que coloca o País em oitavo na relação liderada por Hong Kong.

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