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Folha de S.Paulo pede renúncia de Dilma e Temer e afastamento de Cunha

03/04/2016 01:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Montagem/Agência PT/Agência Brasil

Quase sete meses após escrever um duro editorial sobre o governo Dilma Rousseff intitulado "Última chance", o jornal Folha de S.Paulo decidiu se posicionar sobre a crise política que está paralisando o País.

Em editorial publicado na internet neste sábado (2), o maior jornal do País propõe a renúncia de Dilma e do vice, Michel Temer.

Em "Nem Dilma nem Temer", a Folha elenca três fatores que culminaram com "a falência de sua autoridade", referindo-se à petista: o esquema bilionário de corrupção na Petrobras, protagonizado por seu partido, o estelionato eleitoral praticado na campanha presidencial de 2014 e a maior recessão da História.

"É forçoso reconhecer que a presidente constitui hoje o obstáculo à recuperação do País", destaca a Folha.

Entretanto, o jornal acredita que o impeachment, motivado por pedaladas fiscais, não seria legítimo e deixaria "um rastro de ressentimento".

"Já a renúncia [de Dilma] traduziria, num gesto de desapego e realismo, a consciência da mandatária de que condições alheias à sua vontade a impedem de se desincumbir da missão."

Para a Folha, Temer deveria seguir o mesmo caminho, uma vez que não tem apoio suficiente na sociedade.

A solução mais adequada seria a a renúncia dupla para que se convocassem novas eleições presidenciais em um prazo de trê meses. Mas a Folha faz uma ressalva, em referência ao atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha:

"Imprescindível, antes, que a Câmara dos Deputados ou o Supremo Tribunal Federal afaste de vez a nefasta figura de Eduardo Cunha –o próximo na linha de sucessão–, réu naquela corte e que jamais poderia dirigir o Brasil nesse intervalo."

O editorial será publicado na edição deste domingo (3) do jornal.

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