ENTRETENIMENTO

Ricardo Pereira e Caio Blat vão viver romance durante o período colonial em nova novela das 23h

01/04/2016 13:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Fotomontagem/Getty Images

Os conflitos da homossexualidade no Brasil Colônia será um dos temas abordados em Liberdade, Liberdade, próxima novela das 23h da Rede Globo.

O assunto será explorado por meio da relação entres os personagens André (Caio Blat), irmão sensível de Joaquina, e Tolentino (Ricardo Pereira), capitão que captura Tiradentes (Thiago Lacerda) e que vive conflitos internos relacionados a sua sexualidade.

Ao jornal O Globo, o autor da trama, Mario Teixeira, contextualizou a história de amor que os personagens viverão:

"A novela se passa num momento que as ordenações filipinas matavam homossexuais. O que é fundamental nos personagens, é que André é atemporal, para ele a condição dele é absolutamente normal depois que entende o que está sentindo. A gente tem que pensar como é isso no fim do século XVIII, início do XIX. Já o Tolentino é um militar, violento, que não vai entender o que está acontecendo. A história começa velada e vão se descobrir à medida que as cenas se desenvolvem. Vai ser uma coisa contida e dissimulada no início. Vai ser uma história de amor."

Durante a festa de lançamento da novela nesta semana, o ator Ricardo Pereira esclareceu que está preparado para viver um romance com Caio Blat na novela:

"Eu e Caio somos irmãos, ele é o melhor amigo para brincar com isso. Veio e sentou no meu colo (risos). Eu não sei como vou viver isso, acho muito bacana, imagina um personagem durão, intragável, que se aproxima do extremo oposto dele na taverna, bebendo. Viram e mostram um para o outro aquilo que não podem mostrar para ninguém. Acho um cruzamento de histórias muito interessante. Desafio maravilhoso. Beijo numa boa."

Em entrevista à revista Época, Blat foi questionado sobre a possibilidade de beijo gay na trama e afirmou que teria muito cuidado com o tema e a cena: “seria tenso, mas nada diferente de uma cena difícil com uma mulher”, afirmou.

Sobre o preconceito com personagens gays na TV, o ator acredita que essa é uma questão ultrapassada:

"O público já se acostumou, personagens gays já são frequentes, e com muito sucesso. Nem confundem mais ator e personagem. Os gays representam parte importante da sociedade. Acho que humanizá-los e evitar estereótipos ajuda a educar e reduzir a intolerância, que é próxima da desinformação."

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