MULHERES
01/04/2016 11:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Jogadoras dos EUA processam federação de futebol por salários quatro vezes menores que dos homens

us soccer women world cup

Ninguém em sã consciência poderia acredita que as mulheres americanas ganham menos que os homens para jogar futebol.

Os Estados Unidos é a terra do futebol feminino, uma verdadeira febre. E, bem, elas são as atuais campeãs da Copa do Mundo e Carly Lloyd é a melhor jogadora do planeta. Mas, acima de tudo, está a igualdade, certo?

Ainda assim, o salários não acompanham a realidade. Muito pelo contrário, apesar de gerar lucros US$ 20 milhões superiores aos homens, as atletas ganham quatro vezes menos.

Quatro vezes menos para um desempenho superior e pelo mesmo trabalho.

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Nesta quinta-feira, Alex Morgan, Carli Lloyd, Hope Solo, Becky Sauerbrunn e Megan Rapinoe - todas da seleção feminina - entraram com uma ação contra a federação americana de futebol contra discriminação nos salários. A ação foi entregue à Comissão de Igualidade de Pagamento e Oportunidade.

Vamos aos números:

As estimativas da Federação Americana mostram o quando a seleção feminina é mais lucrativa. Entre abril deste ano e março de 2017, as US Soccer deverá encher os cofres com US$ 17,6 milhões com as atletas, ante US$ 9 milhões da seleção masculina.

Os bônus e pagamentos são completamente desproporcionais. Pela vitória da Copa do Mundo no passado, cada atleta americana levou US$ 75 mil para casa. Já os homens, por ficar entre os oito melhores da Copa do Mundo no Brasil, foram premiados em US$ 407 mil.

Faz algum sentido isso tudo?

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