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Diante de Dilma, MST e Contag prometem resistência até 'enterrar' o golpe

01/04/2016 13:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Roberto Stuckert Filho/PR

Em mais uma cerimônia no Palácio do Planalto que se transformou em ato de desagravo ao governo e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, integrantes de movimentos pela reforma agrária prometeram lutar pela permanência do governo.

Alexandre Conceição, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, garantiu resistência. Além de criticar o juiz Sérgio Moro, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, ele disse que o grupo só deixa Brasília após enterrar o impeachment.

“Vamos ocupar as ruas em defesa do seu mandato, Vamos continuar aqui enquanto não enterrar nas profundezas este golpe”, disse à presidente. “Este Palácio não pertence a 1% da população que é rica. Pertence ao povo brasileiro e nós vamos ocupar as ruas em defesa do seu mandato. A senhora não pode ser julgada por um bandido como Eduardo Cunha."

Secretário de administração e finanças da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Aristides Santos, prometeu ocupar as fazendas e latifúndios, caso o impeachment vá adiante.

"Vamos ocupar as propriedades da bancada da bala. Vamos ocupar os gabinetes deles e as fazendas deles contra o golpe. (..) Se eles incomodam ministro do Supremo Tribunal Federal, também vamos incomodar e ocupar fazendas."

Ao discursar, a presidente Dilma Rousseff voltou a dizer que a oposição quer mudar as regras do jogo e que é preciso zelar pela democracia.

“A democracia tem forma e conteúdo. Se rompe a regra do jogo, torna o jogo suspeito. (…) Não há democracia quando os direitos de alguns são atropelados pelo arbítrio de outros. (…) Nós não defendemos qualquer processo de perseguição de qualquer autoridade porque pensa assim ou assado. Não defendemos a violência, eles exercem a violência, nós não."

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