MULHERES
30/03/2016 09:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Estes homens entraram na batalha para erradicar a mutilação genital na Etiópia

“Se algum dia eu tiver uma filha, não permitirei a MGF [Mutilação Genital Feminina]. Queria apenas que minha esposa tivesse sido poupada.”

Em uma comunidade na Etiópia, onde a mutilação genital feminina era amplamente praticada e aceita, alguns poucos homens se posicionaram para ajudar a acabar com a prática.

Há três anos, líderes comunitários em Sidama, uma área no sudoeste da Etiópia, começaram a organizar grupos de discussão sobre os danos causados pela prática da MGF (Mutilação Genital Feminina), como parte do projeto de bem-estar infantil da organização britânica Plan International, que atua em mais 70 países.

“No começo, as pessoas tinham vergonha de falar sobre isso”, disse Matewos Kekebo, um dos líderes da comunidade, em depoimento à Plan International. “[Mas] falávamos em cultos de igrejas, cerimônias de café [ritual típico na Etiópia], [...] convidávamos circuncidadores tradicionais para participar. [...] O último caso de MGF na comunidade aconteceu há mais de um ano.”

A MGF é a remoção parcial ou total dos órgãos genitais femininos externos, e é considerada uma violação dos direitos das crianças pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres no mundo todo foram submetidas à MGF, de acordo com um relatório do Unicef. Mais da metade delas mora em apenas três países — um deles é a Etiópia.

Abaixo, estes homens compartilham por que decidiram se posicionar para acabar com a MGF:


Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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