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29/03/2016 17:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Vice-líder do PP diz que já há votos suficientes para partido deixar base aliada de Dilma

Montagem/Agência PT/Getty Images

Minutos após o PMDB anunciar em caráter oficial o seu desembarque do governo Dilma Rousseff (PT), o vice-líder do PP, Jerônimo Goergen (RS), afirmou que já há assinaturas suficientes para que a sigla, a mais implicada na Operação Lava Jato em números absolutos, também deixe a base aliada nesta quarta-feira (30), às 11h, em reunião em Brasília.

“A garantia é de que teremos (uma decisão) antes do plenário e que seja construída uma posição única. Por isso, a gente entende esse movimento (do PMDB) como algo importante. O que importa é o partido (PP) fechar a questão de sair do governo e votar pró-impeachment”, disse Goergen, em entrevista coletiva aos jornalistas no salão verde da Câmara.

O vice-líder do PP explicou que já conta com 22 assinaturas favoráveis pelo desembarque do partido do governo, mas, de acordo com o parlamentar, o número atualizado já ultrapassa a marca de 30, de um total de 50 deputados que a legenda possui na Câmara. A meta entre esta terça-feira (29) e a reunião desta quarta-feira é pôr fim a qualquer dissidência e sair unido.

Questionado se o partido já estaria se articulando junto ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), Goergen adotou a cautela.

“Não queremos discutir participação ou ministério com o PMDB. Não é uma questão de ir para o lado do Temer. Nós sabemos que estamos, sabe-se lá por qual razão, implicados na Operação Lava Jato e é preciso que definamos uma agenda programática, já conversei sobre isso com o presidente Ciro (Nogueira). De nada adianta trocar uma porcaria por outra. Isso não adianta nada e a população não vai deixar de perceber”, concluiu.

Embora sem ter desembarcado oficialmente do governo, o PSDliberou os parlamentares a votarem como quiserem no processo de impeachment de Dilma, cujo relatório tende a ser votado na Câmara entre os dias 14 e 20 do próximo mês. Há uma expectativa de que o PR seja o próximo da lista a deixar a base aliada, em uma ‘sangria’ que parece longe do fim.

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