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28/03/2016 10:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Fidel Castro diz que Cuba 'não precisa de presentes' dos EUA

Sven Creutzmann/Mambo Photo via Getty Images
HAVANA, CUBA - JANUARY 08: Fidel Castro, Cuba's former President and revolutionary leader, looks at the camera during a rare public appearance to attend the inauguration of an art gallery on January 8, 2014 in Havana, Cuba. Castro, who ceded power to his brother Raul Castro in 2008 after falling ill in 2006, has last been seen in public in February 2013 at a National Assembly meeting. The gallery Castro visited is run by Cuban artist Alexis Leyva, aka Kcho. (Photo by Sven Creutzmann/Mambo Photo/Getty Images)

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou que Cuba não vai esquecer os confrontos do passado com os Estados Unidos e que a ilha “não precisa de presentes” do vizinho do Norte. “Não precisamos que o império nos dê nenhum presente”, afirmou o líder da Revolução Cubana, de 89 anos, que está fora do poder desde 2006.

A informação está num texto publicado nesta segunda-feira (28), nos veículos oficiais cubanos – uma semana depois da visita do presidente norte-americano, Barack Obama, a Havana.

“Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque nosso compromisso é com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivem no planeta”, acrescentou no longo texto, intitulado Irmão Obama.

Sobre o discurso do presidente norte-americano na terça-feira (22) em Havana, Fidel Castro escreve que, ao falar de “esquecer o passado e olhar para o futuro”, Obama recorreu “às palavras mais melosas” e que os cubanos correram “risco de um enfarte” ao ouvir Obama falar de cubanos e norte-americanos como “amigos, família e vizinhos", citando uma longa lista de problemas passados entre os dois países.

“Que ninguém se iluda quanto ao fato de que o povo deste país nobre e desinteressado renunciará à glória e aos direitos, à riqueza espiritual adquirida pelo desenvolvimento da educação, a ciência e a cultura”, afirmou.

Fidel Castro criticou igualmente as palavras de Obama sobre “enterrar os últimos vestígios da Guerra Fria”, avançando com a “modesta sugestão” de que Obama “reflita e não tente teorizar sobre a política cubana”.