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27/03/2016 19:01 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Usem "armas do amor" para combater o mal do terrorismo, diz Papa na Páscoa

ASSOCIATED PRESS
Pope Francis delivers the Urbi et Orbi (to the city and to the world) message at end of the Easter mass, in St. Peter's Square, at the Vatican, Sunday, March 27, 2016. (AP Photo/Gregorio Borgia)

Na sua mensagem de Páscoa, o papa Francisco pediu ao mundo para usarmos as "armas do amor" para combater o mal da "cega e brutal violência", após os ataques em Bruxelas.

Após uma semana de eventos religiosos comemorando a morte de Jesus, Francisco realizou uma missa de domingo de Páscoa sob forte segurança para milhares de pessoas na Praça de São Pedro. Logo após a missa, em sua tradicional mensagem "Urbi et Orbi" (para a cidade e o mundo), feita duas vezes ao ano, ele falou sobre violência, injustiça e ameaças à paz em muitas partes do mundo.

"Que ele (Jesus ressuscitado) nos aproxime nesta festa de Páscoa das vítimas do terrorismo, de formas cegas e brutais de violência que continuam a derramar sangue em diferentes partes do mundo ", disse ele, falando do balcão central da Basílica de São Pedro.

No seu Twitter, o Papa também deixou uma mensagem de Páscoa para os seus seguidores, dizendo que o "amor derrotou o ódio".

Ele mencionou os ataques recentes na Bélgica, onde pelo menos 31 pessoas foram mortas por militantes islâmicos, bem como aqueles na Turquia, Nigéria, Chade, Camarões, Costa do Marfim e Iraque. "Com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte", disse o líder da Igreja Católica Romana, de 1,2 bilhões, do mesmo balcão de onde apareceu pela primeira vez ao mundo, na noite de sua eleição, em 13 de março de 2013. 

O pontífice argentino de 79 anos pediu às pessoas que canalizem a esperança da Páscoa para derrotar "o mal que parece ter a mão superior na vida de tantas pessoas".  

O papa condenou os ataques de Bruxelas diversas vezes durante a última semana, incluindo a missa da Sexta Feira Santa, quando disse que seguidores de religiões que realizaram atos de fundamentalismo ou terrorismo estavam profanando o nome de Deus.

(Com informações da Reuters)

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