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27/03/2016 17:49 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Regime da Síria retoma controle da cidade de Palmira e expulsa Estado Islâmico

MAHER AL MOUNES via Getty Images
A general view taken on March 27, 2016 shows the theatre in the ancient Syrian city of Palmyra, after government troops recaptured the UNESCO world heritage site from Islamic State (IS) group jihadists on March 27, 2016. President Bashar al-Assad hailed the victory as an 'important achievement' as his Russian counterpart and key backer Vladimir Putin congratulated Damascus for retaking the UNESCO world heritage site. / AFP / Maher AL MOUNES (Photo credit should read MAHER AL MOUNES/AFP/Getty Images)

As forças do regime sírio conseguiram retomar neste domingo o controle da cidade antiga de Palmira dos militantes do Estado Islâmico. A vitória oficial ocorreu após semanas de confrontos, segundo a imprensa estatal e um grupo de monitoramento partidário da oposição. Palmira é um verdadeiro oásis no meio do deserto e é considerada patrimônio mundial da humanidade pela Unesco.

Palmira abriga ruínas de uma grande cidade, que foi um dos maiores centros culturais do mundo antigo. Antes de 2011, quando iniciou a guerra civil na Síria, as ruínas de Palmira recebiam mais de 150 mil turistas por ano.

Alguns ativistas disseram que ainda havia confrontos em andamento em algumas ruas. Segundo eles, o Estado Islâmico permanece no controle de alguns poucos bairros.

A retomada de Palmira significa a primeira vitória importante do regime do presidente da Síria, Bashar al-Assad, contra o grupo extremista muçulmano sunita. Além disso, a área pode se converter em uma base para alcançar outras zonas controladas pelos militantes no leste do país.

A presença russa no país, que intensificou a campanha área, apoiados por uma ofensiva em solo levaram, levaram os militantes do EI a se retirar, segundo o grupo Observatório Sírio pelos Direitos Humanos.

Na última sexta-feira, as forças do regime, com o apoio de aviões russos e militantes libaneses do grupo Hezbollah tomaram a parte antiga de Palmira, segundo a imprensa estatal. A partir disso, passaram a avançar rumo a áreas residenciais. O Estado Islâmico se esforçou muito para manter o controle de Palmira, cidade na província central de Homs e onde estão alguns dos locais mais venerados do Oriente Médio. A cidade foi tomada pelo grupo em maio passado.

Palmira é a principal cidade de uma rodovia que liga uma região controlada pelo governo, como Homs e a capital, Damasco, e Deir Ezzour, uma cidade dividida entre o regime e o Estado Islâmico. A cidade antiga de Palmira fica ainda em uma região de estradas que levam para o Iraque, onde militantes controlam algumas passagens fronteiriças entre os territórios sírio e iraquiano, e também de estradas que seguem para o sul da Jordânia.

O grupo extremista já usou as ruínas arqueológicas de Palmira como cenário para execuções, além de destruir várias dessas ruínas. Os militantes destruíram, por exemplo, o Templo de Bel, de 2 mil anos, qualificado pela Unesco como uma das mais importantes edificações religiosas daquela era. Para os extremistas, esses locais promovem a idolatria.

Derrotas do Estado Islâmico

A retomada de Palmira representa uma derrota para o Estado Islâmico, que há dois dias perdeu um importante líder, morto pelos Estados Unidos. Abdel Rahmane al-Qaduli era considerado o número 2 do EI e morreu durante um ataque aéreo na última sexta. Os Estados Unidos chegaram a oferecer US$ 7 milhões de recompensa por informações sobre Al-Qaduli, e ele figurava na lista de potenciais sucessores de Abu Bakr al-Baghdadi, o líder e fundador da organização.

Com informações da Agência Estado

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