COMPORTAMENTO

11 mulheres de meia-idade mostram que 'tempo certo' para ser sexy não existe

26/03/2016 18:06 -03 | Atualizado 24/03/2017 16:01 -03

Aviso: Este artigo contém imagens eróticas e pode não ser apropriado para ambientes de trabalho.

Às vezes, ser uma mulher com mais de 50 anos é sentir-se invisível. Ao entrar em um bar ou restaurante e não sentir que faz mais parte do lado que recebe um olhar de admiração. É sentir como se as pessoas na rua estivessem olhando para o outro lado, como se você nem existisse. Pergunte a uma mulher de meia-idade e ela poderá lhe dizer que esse desdém tem delapidado a confiança que ela sente em si mesma, fazendo com que ela acredite que os seus melhores anos já passaram.

Nós vivemos em uma cultura que frequentemente iguala a beleza e energia com juventude. Mas nós gostaríamos de transformar toda essa forma de pensar. Acreditamos que as mulheres podem ser inteligentes e atrevidas, belas e confiantes – e que elas podem continuar a abalar o mundo -- caso tenham 50, 75 ou 100 anos.

Com isso em mente, o Huff/Post50 fotografou 11 mulheres muito sexy entre 48 e 67 anos. Algumas são inclusive sobreviventes de câncer. Outras avós. Algumas solteiras e outras casadas. Mas o que todas elas têm em comum é que nenhuma delas é acanhada. Elas se sentem melhor hoje do que elas jamais se sentiram.

Pedimos a cada uma dessas mulheres que vestissem o que as fazia se sentirem sexy e falar sobre o que isso significa para elas agora em comparação a quando elas tinham, digamos, 21. Os resultados são fotos deslumbrantes – e inteiramente sem retoques.


  • Anne Rosenberg, 59 --- "Para mim, agora, ser sexy é sedução e criatividade."
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Então, talvez por ser criança nos anos 60 eu deveria ter sido mais, digamos, hippie... mas, de certa forma, eu nunca recebi esse recado.

    Eu estava completamente concentrada no mundo acadêmico e o resto do tempo era preenchido andando a cavalo e com atividades na fazenda.

    Meu vestuário padrão era uma de camisa de flanela, macacão e botas. Parecia que a sexualidade existia para os outros. Eu era do tipo 'neutra' e quaisquer sentimentos guardados no fundo de mim tinham que permanecer lá.

    E agora eu rio de mim mesma ao perceber que aos 20 anos, quando o mundo aceitava mais minha sexualidade e sensualidade, eu estava no armário, e agora quando o mundo sente dificuldade com mulheres mais velhas e sexy eu estou desabrochando.

    Para mim, agora, ser sexy é sedução e criatividade. É incrível".
  • Mary Ann Holand, 58 -- "Ninguém, somente eu, pode ditar a minha sensualidade".
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Acho que as mulheres realmente não apreciam a sua beleza até elas envelhecerem. Depois de completar 50 anos eu me sinto muito mais sexy do que quando aos 20.

    Quando tinha 20 anos, eu me comparava com outras e os padrões de moda e beleza que as revistas ditavam. Isso é pressão demais! Com a maturidade vem a confiança e o conhecimento que nosso cérebro é nosso órgão mais sexy, não o nosso corpo!

    Ninguém, somente eu, pode ditar qual é a minha sensualidade. A jornada até aqui moldou como me sinto. Sou mulher, esposa, mãe, avó e sobrevivente de câncer (inclusive de mastectomia).

    Esse autodescobrimento de ser sexy aos 50 anos é um presente e é um que eu vou acolher em cada década daqui para a frente! Ebaaaaaa – sou livre para ser quem sou!!!"
  • Shannon Bradley-Colleary, 50 -- "Eu digo mais 'sim'".
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Eu descobri, depois dos 50, que digo 'sim' mais vezes e isso me deixa mais bonita, vibrante, sexy e viva.

    'Você quer ajudar no campo de refugiados sírio em Lesvos, na Grécia?' Sim. 'Você quer fazer uma aula introdutória de pole dancing?' Sim. 'Você quer um encontro a cegas com seu próprio marido fingindo serem estranhos?' Conte comigo!

    Nos meus 20 anos eu me preocupava se não era inteligente o suficiente, se não tinha curvas suficientes, se não era sexy o suficiente para dizer 'sim' para todas as coisas que eu queria tentar. (Eu também sentia que eu deveria ter melhores orgasmos. Eu tinha bastante certeza que eu ganhava uma nota '7' em orgasmos.)

    Aos 50, eu não tenho o tempo nem a energia para essa falta de bom senso. Eu aceito tudo como vier, de certa forma. 'Você pode olhar no espelho e amar o que vê, apenas por hoje?' Sim. E obrigada".
  • Barbara Rabin, 67 -- "Sou muito mais forte agora. E ser forte é sexy."
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Sexy é autoconfiança. É sentir-se confortável na sua própria pele. É olhar no espelho e gostar do que vê. Alguém me disse uma vez que as mulheres mais velhas não conseguem ter o cabelo mais comprido.

    E a maioria das mulheres não faz isso na minha idade. Mas eu gosto de cabelos compridos e esvoaçantes e, para mim, é sexy.

    Você dever ter um sentimento que diz 'Eu gosto do que eu vejo e estou muito bem'. Quando eu tinha 20 anos, eu focava mais na minha carreira. Agora eu perdi meu esposo e tive câncer. Sou muito mais forte agora. E ser forte é sexy".
  • Pamela Madsen, 52 -- "A sexualidade se tornou minha amiga".
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Quando eu tinha 20 anos, eu queria ser sexualmente invisível porque eu não confiava na minha própria relação com o meu corpo. Eu tinha medo de ser vista.

    Agora que eu estou com 50, eu aposto que você não vai olhar! Eu não tenho mais medo de ser vista como sexy, porque ser sexy passou de medo para empoderamento e deleite.

    Aos meus 50 anos eu confio no meu próprio 'sim' e no meu próprio 'não.' Algumas décadas podem ter passado, mas agora a minha sexualidade se tornou uma amiga e eu adoro dançar com ela".
  • Sandra LaMorgese, 59 -- "Agora posso focar no que me faz feliz".
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Quando eu tinha 20 e poucos anos, a imagem era tudo na sexualidade. Eu tinha uma ideia formada do que uma mulher sexy faria, diria e como ela pareceria e sentiria, e eu gastei muito energia tentando proteger essa imagem para os outros.

    Mas agora, aos meus 50 anos, eu tenho uma perspectiva bem diferente; digamos que eu não sinto que preciso agir de certa forma para agradar ninguém, nem ser sexy e desejável e livre porque eu sei que eu já sou todas essas coisas. Parceiros românticos e sexuais vão e vem.

    É assim que a vida funciona. O que permanece constante, no entanto, sou eu, o que significa que a minha sexualidade, minha identidade, e meu sentido de valor próprio e de me sentir parte de algo precisam vir de dentro primeiro.

    Perceber isso me permite abandonar tanta ansiedade sobre a minha sexualidade porque eu não quero mais precisar me preocupar sobre todos as variáveis desconhecidas que as outras pessoas trazem para a equação.

    Em vez disso, eu agora posso focar no que me faz feliz, inteira e amorosa e quando eu encontro pessoas que são atraídas por essas qualidades positivas, isso leva a experiências realmente divertidas e afirmativas de vida".
  • April Johnson, 58 -- "Ser sexy agora que estou com 50 é uma sensação".
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Beleza para mim significa ser atraente – e o que faz as pessoas atraentes? Serem carinhosas, amorosas, boas e atenciosas. Essas coisas criam uma atração que faz sua beleza interior mostrar uma beleza externa.

    Aos meus 20 anos, ser sexy era me vestir de uma certa forma para atrair o sexo oposto e ser quem eles achavam que era sexy. Ser sexy agora aos meus 50 anos é uma sensação ... não as roupas que visto.

    As minhas roupas não fazem quem sou. Eu faço as roupas. Sou eu me sentindo ótima sobre mim mesma! Quando eu me sinto sexy para me dar prazer e me fazer feliz.

    A felicidade contagia os outros! Que maneira fantástica de espalhar felicidade no mundo!"
  • Robin Hoffman, 50 -- "Os corpos são lindos, mas o que está brilhando dentro é muito mais".
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Ser sexy aos 21 versus ser sexy aos 50, para mim, ainda é uma jornada. Eu fui me transformando de forma sólida de ‘como é que está a minha bunda’ nestes jeans para como fica nas calças de yoga preta’, mas eu ainda estou descobrindo que tem mais a ver com onde eu estou do que seria com o aquele jogador de rúgbi do curso de Literatura me notasse numa sexta à noite.
    Embora eu desejasse que eu já estivesse mais consistentemente neste lugar, pode-se dizer que eu encontrei meu GPS. É um centro interno que irradia força e amor ou um cilindro escuro que magnifica cada barriguinha, cada criticismo.

    Para mim, ser sexy aos 50 é desfazer essas sombras escuras e emanar a luz que todos temos. É uma celebração do espírito versus a celebração de bundas e seios. Os corpos são lindos, mas o que está irradiando dentro é muito mais".
  • Felicia Gomes-Gregory, 50 -- "Hoje, aos 50, ser sexy é alimentar a minha beleza interior".
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Quando eu tinha 25, ser sexy era uma fase de aprendizado. Minhas ideias eram definidas por influências de fora (revistas/livros/tv), homens, e na maioria, as 'mulheres da vila' que me criaram, especialmente minha mãe.

    Sempre me ensinaram que você poderia ser feminina e 'sexy' com suas roupas. Hoje aos 50, ser sexy é alimentar minha beleza interior além de cativar a beleza externa.

    Quando uma mulher é empoderada tanto em sua espiritualidade como fisicamente, quando ela é confiante e verdadeiramente sabe qual é o seu valor próprio e ama os que estão próximos dela, ser e sentir-se sexy é fácil!

    Vou me aproximando dos meus 50 anos percebendo como uma nova jornada na minha vida, na qual as quatro coisas mais importantes para mim agora são 'viver, amar, dançar e ter fé na próxima década!"
  • Constance Boardman, 57 -- "Sentir-se sexy agora não é mais tão relacionado ao seu corpo."
    Damon Dahlen/Huffington Post
    "Sentir-se sexy agora não é mais tão relacionado ao seu corpo. Todas aquelas coisas bobas que você se preocupava quando era mais jovem – coisas relacionadas as aparências – são, de fato, apenas coisas bobas.

    Por um tempo ali, no início dos meus 50 anos, era difícil sentir que eu era sexy. As mudanças no seu corpo de repente te agarram.

    Mas agora eu sei que o sexo na verdade é divertido e que você não deveria se preocupar com todas as minúcias da sua aparência.

    Foi um ajuste para eu ficar OK com o fato de que meu corpo pode nunca mas ser o mesmo que era. Mas eu meio que já superei isso agora".


Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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