ENTRETENIMENTO
21/03/2016 18:08 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Sai Pablo Escobar e entra... Sérgio Moro? José Padilha, de 'Narcos', planeja série sobre a Operação Lava Jato

moro padilha

Responsável pela série Narcos, da Netflix, onde conta a história do megatraficante Pablo Escobar, José Padilha agora quer entrar de cabeça em outra história com uma série de tentáculos, traições, quedas e reviravoltas: a Operação Lava Jato.

"É a melhor série de televisão do mundo", disse Padilha sobre a política brasileira, em entrevista ao Wall Street Journal. "Faz House of Cards parecer realista".

Para ele, a série sobre a corrupção na Petrobras e todos os desdobramentos políticos desde então no governo Dilma Rousseff podem ser comparados com o caso Watergate, que acabou derrubando o presidente americano Richard Nixon.

"Pela primeira vez se tornou possível para que a Polícia Federal expusesse as evidências do que acontece no escalão mais alto da sociedade brasileira".

Padilha não confirmou para quem estaria produzindo a série - nem mesmo se é um canal ou uma plataforma streaming.

Em entrevista para a revista Veja, o artista brasileiro falou um pouco mais sobre o que pode vir por aí.

Segue abaixo:

Como será sua série de TV sobre a Operação Lava-Jato?

O objetivo é narrar a operação policial em si e mostrar inúmeros detalhes esclarecedores que a própria imprensa desconhece. Como se trata de um projeto bancado por dinheiro internacional, o título será em inglês. Estamos chamando a série provisoriamente de Jet Wash. Mas o escândalo oferece tantas possibilidades de título que é até difícil escolher. Poderia ser Solaris, não?

O senhor tem estudado escândalos como o mensalão e o petrolão?

Conheço os dois a fundo. Li grande parte das sentenças do STF no julgamento do mensalão. E também conheço bem o petrolão, pois comprei os direitos de um livro ainda inédito que traz entrevistas até com envolvidos que estão na cadeia - a obra será uma das bases da série. Após uma leitura atenta dos fatos, não dá para ignorar que o PT e as empreiteiras montaram uma quadrilha para lesar os cofres públicos, sim. Também não dá para fingir que a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff não foi irrigada com dinheiro da corrupção. Sejamos francos: é bem provável que outras campanhas tenham sido irrigadas também.