COMPORTAMENTO
14/03/2016 17:38 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Drogas matam 3 Maracanãs por ano. A solução? Menos repressão e mais cuidado, diz ONU

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O diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, sigla inglês), Yuri Fedotov, lembrou nesta segunda-feira, em reunião em Viana, na Áustria, que quase 200 mil pessoas morrem todos os anos por conta de problemas relacionados com o consumo de drogas.

De acordo com informações da Agência Brasil, Fedotov diz que atualmente são 27 milhões de toxicodependentes (estado de dependência psicológica ou física por conta do consumo repetitivo de uma substância). Destes, 12 milhões fazem uso de drogas injetáveis, como a heroína.

O diplomata, no entanto, fez questão de ressaltar que para tentar amenizar os problemas vai ser preciso maior atenção ao diretos humanos e programas capazes de prevenir e reinserir usuários na sociedade.

Para ele, é preciso que os países tenham "abordagens equilibradas, enraizadas em quadros acordados em investigação e orientações do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)"

Fedotov defendeu ainda penas e medidas alternativas a delitos como posse de droga para consumo pessoal. Sem isso, os usuários podem acabar vulneráveis nas prisões ou recrutados pelo tráfico outras redes de crime.

A pena de morte, ainda aplicada para crimes de narcotráfico em países como a Indonésia, também foi rechaçada. "A pena de morte não está nem na letra nem no espírito das convenções internacionais".

As falas, em linha com os pedidos de ex-presidentes latino-americanos - incluindo Fernando Henrique Cardoso - é importante porque vem antes da sessão especial sobre drogas da Assembleia Geral da ONU, que acontece entre 19 a 21 de abril.

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