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12/03/2016 18:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Temer é reeleito à presidência do PMDB por mais dois anos com 96% dos votos

EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian Vice President Michel Temer waves during the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) national convention in Brasilia, on March 12, 2016. The PMDB convention will discuss if they continue supporting the government or if they will back the impeachment of President Dilma Rousseff in Congress. AFP PHOTO/EVARISTO SA / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

O vice-presidente da República, Michel Temer, foi reeleito presidente nacional do PMDB na tarde deste sábado (12), durante convenção do partido, com 537 votos -- o equivalente a 96% do total. Apenas 11 convencionais votaram não, seis votaram em branco e cinco votos foram nulos.

Em meio a apelos para que o PMDB desembarque do governo da presidente Dilma Rousseff, e gritos de "Brasil pra frente, Temer presidente", o vice-presidente da República defendeu, durante a convenção nacional do partido, a unidade da legenda para "resgatar os valores da República e reencontrar a via do crescimento econômico e do desenvolvimento social".

"O nosso PMDB sempre teve diversidades internas, mas converge em todas as ocasiões em que é preciso cuidar do País", afirmou. Sem fazer críticas à administração petista, mas também sem mencionar a possibilidade de rompimento, Temer disse que "não é hora de dividir os brasileiros, de acirrar os ânimos, levantar muros". "A hora é de construir pontes e é o que o PMDB está e estará fazendo", afirmou o vice-presidente.

Em menos de dez minutos de fala, Temer disse não ser possível ignorar as crises política e econômica, que ele chamou de "gravíssimas". "O quadro recessivo, o desemprego crescente, a carestia são realidades que precisam ser combatidas", afirmou, salientando que o PMDB tem oferecido propostas como a "Agenda Brasil", do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o "Uma Ponte para o futuro", apelidado de "Agenda Temer". O vice-presidente afirmou que, em breve, o partido apresentará a já chamada "Agenda Temer 2", com propostas na área social.

Durante a convenção, também foi decidido que membros do PMDB não poderão assumir novos cargos no governo até que o partido defina se romperá ou não com o governo Dilma, o que deve acontecer em até 30 dias.

Marta sobe o tom

A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), que deixou o PT há menos de um ano, fez críticas enfáticas à presidente Dilma Rousseff e defendeu a chegada do vice-presidente da República, Michel Temer, ao poder.

"Uma presidente que não dá conta do recado, uma presidente isolada e que não consegue governar o País", criticou a ex-petista, que se filiou em setembro ao PMDB.

Com um adesivo com os dizeres "saída já", Marta disse apoiar a saída do governo "o quanto antes".

Saída imediata?

Favorável ao desembarque do PMDB do governo, o senador Valdir Raupp (RO) disse na manhã deste sábado que tem ficado "mais difícil" manter os cargos do partido na atual gestão petista. "A população cobra alguma atitude do PMDB. É difícil a manutenção dos cargos", afirmou, ao chegar para a convenção nacional do partido.

"O PMDB não vai para as ruas, mas apoia as manifestações pacíficas", disse Raupp.

Ala oposicionista

Na moção apresentada pela ala oposicionista do PMDB, parlamentares requerem "a imediata saída do PMDB do governo, com a entrega dos cargos em todas as esferas do Poder Executivo Federal, importando a desobediência a esta decisão da convenção nacional em instauração de processo ético contra o filiado".

No texto, o grupo cita as crises política e econômica do País, salientando também a "crise ética e moral que assola a Nação".