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11/03/2016 17:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

No futuro, crianças poderão construir suas próteses com Lego

No futuro, podem existir próteses feitas de peças de Lego.

A empresa que concebeu a ideia, a Iko Creative Prohestetic System, acaba de ganhar o prêmio Netexplo 2016, concedido em 10 de fevereiro na Universidade Paris Dauphine.

A empresa pretende criar próteses de mãos e braços personalizados e compatíveis com peças Lego para crianças que tenham sofrido amputações. Isso permitiria que elas rompessem seu isolamento e diminuísse a sua incapacidade. A fabricação seria possível graças a impressoras 3D, e o projeto seria feito no computador. A prótese se conectaria aos Legos por fios ou por Bluetooth, mas essa tecnologia ainda não está avançada o suficiente.

“Os Legos da prótese permitem que a criança se aproprie do objeto. Assim, ela pode escolher quando quer utilizá-la. Ela é quem manda”, explica o inventor, o colombiano Carlos Artur Torres Tovar à edição francesa do HuffPost.

Ao receber o prêmio, ele afirmou: “A mágica desse projeto consiste em encontrar ferramentas que já funcionam no mundo real, os Legos, que permitem que as crianças experimentem o objeto, a prótese, tem sentir medo”.

próteses

Embora a ideia, lançada em julho de 2015, seja muito sedutora, conseguir investimentos tem sido mais difícil.

Com sua equipe, o criador do projeto diz que “começou uma campanha de conscientização para conscientizar as pessoas sobre o projeto e sobre a situação dos jovens amputados”. “Se as crianças pudessem criar suas próprias próteses, seria ideal. Que elas se divirtam, que inventem, simplesmente que sejam crianças.”

Algumas crianças sensibilizadas com a causa escreveram para grandes empresas com o objetivo de mantê-las informadas sobre este problema de saúde pública. “É uma prótese que deve nos permitir ser um pouco mais humanos”, diz Carlos Arturo Torres Tovar.

A tecnologia é outro obstáculo para o projeto. “Conectar as próteses de Lego à eletricidade não tem sido tão simples. Hoje em dia, temos o Bluetooth, que se comunica com os smartphones. Estamos muito próximos de um segundo protótipo e fazemos um chamado aos investidores para que a pesquisa e o desenvolvimento tenham continuidade.”

tecnologia

A Iko competia com outras nove inovações, escolhidas entre mais de 200 tendências emergentes de 2015.

Duas delas se destacam. A primeira é a Wonolo, uma agência de empregos que ajuda empresários, empresas ou particulares a encontrar o candidato ideal em sua região. Outro algoritmo se encarrega de fixar a remuneração em função da avaliação recebida: quanto melhor a nota, maior será o salário.

A segunda é o Micro-swimmer Robot.

São nano-robôs criados para nanocirurgias. Pesquisadores da Universidade Drexler (da Filadélfia, Estados Unidos) se inspiraram em uma bactéria para desenvolver robôs miniaturizados, compostos por nanopartículas magnéticas.

A missão é evitar uma intervenção cirúrgica, descongestionando artérias ou ministrando remédios em uma parte específica do corpo, por exemplo.

No ano passado, o projeto sul-coreano de um esparadrapo gerador de eletricidade venceu o prêmio. O Wearable Thermo-Element, criado pelo professor Byung Jin Cho, do Instituto Superior Coreano de Ciência e Tecnologia, é um esparadrapo ultrafino que converte o calor do corpo em eletricidade e permite carregar pequenos aparelhos eletrônicos.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost FR e traduzido do francês.

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