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09/03/2016 11:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Delação premiada de Delcídio do Amaral traz nomes de Aécio Neves e Renan Calheiros, diz jornal

Agência Senado, PSDB e Agência Brasil

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira (9) revela que a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), revelada na semana passada pela revista IstoÉ, traz os nomes de outros cinco senadores que estão no exercício do mandato. Não há, porém, a confirmação sobre quais seriam as implicações desses parlamentares.

Entre os senadores mencionados pelo petista estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o candidato derrotado na eleição presidencial de 2014, Aécio Neves (PSDB-MG).

Além deles, também foram citados por Delcídio dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Edison Lobão (PMDB-MA), que é ex-ministro de Minas e Energia. Calheiros, Jucá, Lobão e Raupp já são formalmente investigados em inquéritos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

À Folha, Aécio Neves disse que não iria comentar o assunto por falta de “informação concreta”. Já Raupp declarou não ter tido nenhuma relação próxima com Delcídio, enquanto os demais senadores não foram localizados.

O acordo de delação fechado por Delcídio, que foi preso em novembro do ano passado acusado de tentar obstruir as investigações da Lava Jato, foi devolvido à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo, para que uma questão técnica seja corrigida, disse uma fonte à Reuters na terça-feira (8).

Em trechos da delação publicados pela revista IstoÉ na semana passada, o senador envolve a presidente Dilma Rousseff, afirmando que ela teria tentado interferir na Lava Jato, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusa de ter conhecimento da corrupção na estatal e de ser mandante de um esquema para pagar pelo silêncio de testemunhas.

Tanto a presidente quanto Lula rejeitaram as acusações. Dilma afirmou que o senador atuou por "vingança" pelo fato de o governo não ter atuado para libertá-lo da prisão, onde ficou por quase 90 dias até ser solto em fevereiro.

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