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02/03/2016 15:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:35 -02

‘Tudo ia bem na propinolândia', diz Janot sobre Cunha na Lava Jato

Montagem/Agência PT

O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, detalhou como operava o esquema de corrupção que envolvia o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Operação Lava Jato.

“Tudo ia bem na propinolândia quando surgiu uma dúvida jurídica no contrato firmado entre Julio Camargo e a Samsung. Com a suspensão do pagamento, Fernando Baiano passa a exigir o reestabelecimento do pagamento e chega ao ponto de dizer que tem um compromisso com Eduardo Cunha e precisa pagá-lo.”

De acordo com Janot, havia um passivo de US$ 15 milhões e Baiano organizou um encontro entre Cunha e Julio Camargo. No encontro, o peemedebista disse ao consultor que não tinha nenhum problema pessoal com ele, mas que precisava do dinheiro.

Janot destacou ainda que, antes do encontro, para pressionar pelo pagamento, Cunha por meio da então deputada Solange Almeida, apresenta requerimentos na Câmara dos Deputados. “Solange jamais se interessou por essa matéria”, enfatiza Janot.

Advogado de Cunha, Antonio Fernando de Souza disse que a acusação de Janot mostra que a denúncia não tem nenhuma condição de ser admitida. Segundo ele, os delatores inventaram o encontro e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró nem conhecia Cunha.

O julgamento está nos trending topics do Twitter com a hashtag PrendeOCunhaSTF. Segundo a corte, mais de 7,5 mil internautas assistem a sessão plenária.

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