LGBT
29/02/2016 12:21 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

5 empresas gigantes que se destacam por medidas que ajudam a comunidade LGBT

Muita coisa pode mudar em 20 anos, mesmo na América corporativa.

Em 1996 foi promulgada a hoje infame Lei de Defesa do Casamento (DOMA), impedindo o governo federal dos Estados Unidos de reconhecer casamentos homossexuais sancionados pelos estados. Desde então, porém, a maré de militância em apoio à comunidade LGBT não para de crescer, graças em grande medida a ativistas e aliados influentes no mundo corporativo.

Vamos direto para junho de 2015: os EUA explodiram em festa cor de arco-íris para comemorar a decisão histórica da Suprema Corte em favor da igualdade do casamento. E alguns dos maiores aplausos vieram de escritórios executivos e conselhos de direção de empresas.

Decidimos destacar algumas empresas que levaram a sério a missão de inclusão, trabalhando para aumentar a diversidade em suas fileiras e para promover transformações na percepção pública. O engajamento dessas companhias está ajudando a definir a cara possível dos próximos 20 anos de transformações.

Aliada mais declarada: Starbucks

Nos últimos anos o CEO da Starbucks, Howard Schultz, tem sido defensor declarado de questões LGBT, mais notavelmente durante uma reunião anual de acionistas da empresa em 2013. Respondendo à pergunta de um investidor que criticou o efeito que o apoio da empresa ao casamento gay poderia ter sobre os lucros, Schultz chamou a atenção para o retorno de 38% que os acionistas tinham recebido naquele ano.

E ele disse a Thomas Strobhar, o acionista em questão e fundador do conservador Centro de Ação sobre a Moralidade Corporativa, que, se Strobhar achava que poderia fazer melhor, que tentasse. “Este é um país livre”, falou Schultz. “Você pode vender suas ações da Starbucks e comprar ações de outras empresas.”

starbucks

Além dessas declarações de apoio, uma bandeira de arco-íris, símbolo do orgulho gay, foi hasteada sobre a sede da Starbucks em Seattle em 2014.

E a empresa de café vem promovendo a causa da comunidade LGBT com políticas antidiscriminatórias, pagamento de benefícios iguais para casais homossexuais e, mais recentemente, dando treinamento a 2.000 funcionários que vão participar do programa Lugar Seguro do Departamento de Polícia de Seattle, que visa dar apoio a vítimas de violência contra LGBTs.

Empresa que melhorou mais: Barilla

barilla

Hoje reitero esse pedido de desculpas

Em 2013, quando Guido Barilla, presidente da icônica empresa italiana de massas, mencionou em um programa de rádio italiano que preferia ver famílias tradicionais que casais homossexuais em anúncios da Barilla, a reação internacional de indignação foi imediata.

Mas, para crédito da empresa, ela se apressou a pedir desculpas, duas vezes, e não ficou apenas nisso. Em questão de semanas a direção da empresa tinha anunciado uma série de medidas para mudar sua cultura corporativa, incluindo a nomeação de seu primeiro executivo-chefe de Diversidade, além de uma campanha mundial para conscientizar seus clientes da importância da inclusão LGBT.

Todo esse trabalho rendeu frutos: um ano depois a empresa recebeu nota 100, perfeita, do Índice de Igualdade Corporativa (CEI) da Campanha de Direitos Humanos (HRC), que avalia as grandes empresas com base no apoio que dão a seus funcionários LGBT. A Barilla conserva essa nota máxima há dois anos agora.

Mais bem vestida: Frito-Lay/PepsiCo

doritos arco íris

Várias empresas incorporaram a bandeira do Orgulho Gay a seus anúncios e até a seus produtos. Para marcar o Mês do Orgulho Gay em 2012, a Oreo espalhou por seus comerciais uma versão colorida de seu cookie, provocando arrepios em grupos conservadores, que ameaçaram boicotá-los.

Infelizmente para nossas papilas gustativas, a empresa nunca teve planos de produzir a bolachinha colorida, que ficou restrita a seus comerciais.

Em setembro de 2015 a Frito-Lay, pertencente à PepsiCo, deu aquele necessário passo à frente, oferecendo ao mundo algo que talvez tenha sido a manifestação mais cool já vista de apoio às causas LGBT: Doritos coloridos como arco-íris.

Para coincidir com a primeira vez em que a empresa patrocinava o festival de Orgulho Gay de Dallas, os salgadinhos, produzidos em edição limitada e com sabor Cool Ranch, foram enviados exclusivamente para pessoas que tinham doado US$10 ou mais ao It Gets Better Project, uma campanha para ajudar jovens LGBT vítimas de bullying.

O brinde com cores de arco-íris teve ao apoio visceral dos funcionários da empresa, que viram a Frito-Lay alardear seu engajamento com a inclusão para o mundo todo ver (e comer).

Menção honrosa: Oreo (Kraft Foods)

Maior surpresa (ou Maior Esforço numa Indústria que de modo geral não tem incluído muitos): Chevron

A Expert Market, um mercado B2B (entre empresas), fez sua própria análise do Índice de Igualdade Corporativa 2015 e constatou que alguns setores, como o do varejo e da hospitalidade (que abrange hotéis, transportes, turismo), têm histórico muito melhor que outros em matéria de defesa e apoio LGBT nos locais de trabalho.

Especialmente as empresas petrolíferas e de gás ainda precisam realizar muito: apenas 3% receberam nota 100 no CEI. Por isso a Chevron, empresa energética que integra a lista Fortune 500, se destaca: por oferecer benefícios a casais homossexuais e funcionários transgêneros, incluindo práticas antidiscriminatórias, e fomentar um local de trabalho positivo através da rede de funcionários PRIDE, a Chevron está muito adiante de seus pares em termos de fazer parte da solução.

Simplesmente fora de série: Google

Quase todos concordam que se você procura o exemplo máximo de ação corporativa em benefício da comunidade LGBT, a resposta é a Google, hoje parte da holding Alphabet. Não apenas a Google ganha nota 100 no CEI todos os anos desde 2006, como liderou uma nova lista de premiações divulgada em dezembro pela Logo, peso pesado LGBT na mídia.

Em 2013 e 2015 a Google apoiou ações movidas junto à Suprema Corte em defesa da igualdade de casamento; ela colocou imagens de temas LGBT em seu motor de buscas, manifesta-se constantemente contra a discriminação anti-LGBT e chegou a mergulhar em seus cofres para garantir que seus locais de trabalho sejam inclusivos ao máximo, pagando mais a funcionários gays que têm parceiros civis, para compensar pelo excesso de impostos que pagaram antes da legalização nacional do casamento homossexual.

É exatamente o que podíamos esperar de uma empresa que promete não fazer o mal.

A missão principal da Monster é ligar candidatos de todas as origens a empregos que eles amam. Encontre oportunidades aqui.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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