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28/02/2016 10:39 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Lula: 'Se for necessário serei candidato à presidência da República'

Reprodução/Twitter/InstitutoLula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou a oposição a lançar um candidato competitivo em 2018. "Se quiserem voltar ao poder, se preparem para 2018 e vamos disputar democraticamente. Sacanagem a gente não aceita", afirmou em discurso inflamado para militantes que participavam da festa de 36 anos do PT.

"Se quiserem me derrotar, não vão me derrotar mentindo. Vão ter de me derrotar na rua", disse ainda.

O ex-presidente então emendou: "Quando deixei a presidência, pensei em sair do Brasil para deixar a Dilma governar. Agora quero dizer Rui (Falcão), pode estar certo de que se for necessário e vocês entenderem que é necessário para a manutenção do projeto, estarei com 72 anos e tesão de 30 para ser presidente da República".

Lula se queixou da cobertura da imprensa sobre acusações que pesam sobre petistas e outros aliados do governo. Lula disse ainda que a próxima disputa deve ser debate de projetos e citou uma série de realizações de seu governo, especialmente inclusão social.

O petista admitiu que a situação no País "não é das melhores" e comparou com o Vasco da Gama, seu time no Rio, que caiu para a segunda divisão. "Vocês sabem o que aconteceu, o Vasco caiu e eu continuo vascaíno", discursou.

Imóveis

Alvo da Polícia Federal e do Ministério Público, Lula também ironizou as investigações envolvendo um apartamento tríplex no Guarujá, reformado pela OAS. "Sou acusado de ter um apartamento tríplex do Minha Casa Minha Vida", afirmou.

Lula disse que não é dono do imóvel, mas a PF investiga uma offshore que estaria no negócio. "Nem sei que diabo é offshore", afirmou o ex-presidente.

O Conselho Nacional do Ministério Público mandou retomar as investigações sobre Lula no caso do tríplex no Guarujá, que haviam sido suspensas. "Não imaginei ter parte do Ministério Público subordinada à imprensa", criticou o ex-presidente.

Ele se mostrou irritado com o vazamento de informações das investigações. "Não pode um procurador falar com uma revista para depois falar com o advogado", desabafou.

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