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26/02/2016 19:45 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

6 fatos interessantes que vão mudar sua visão da Capela Sistina

A famosa Capela Sistina do Vaticano atrai 5 milhões de visitantes por ano. Em um dia típico, 20 mil pessoas passam por esse espaço sagrado, disputando um pouco de lugar para poderem olhar os célebres afrescos de Michelangelo.

O que a maioria dos visitantes não sabe é que a Capela Sistina tem uma história que é tão inspiradora hoje quanto foi inovadora na época de Michelangelo.

A historiadora de arte Elizabeth Lev deu uma palestra TED recente sobre “a história desconhecida da Capela Sistina”. Veja abaixo seis pontos fascinantes da palestra que lançam nova luz sobre a capela icônica.

1. A Capela Sistina assinalou um momento importante na expansão global da Igreja Católica.

igreja católica

Em 1492 o Novo Mundo foi descoberto, os horizontes estavam se ampliando, e esse pequeno microcosmo de 40 x 14 metros também precisava se expandir.”

“A decoração original desta capela refletia um mundo menor”, falou Lev na palestra. “Mas em 1492 o Novo Mundo foi descoberto, os horizontes estavam se ampliando, e esse pequeno microcosmo de 40 x 14 metros também precisava se expandir. E o fez, graças a um gênio criativo, um visionário e uma história assombrosa."

O “gênio criativo” em questão foi Michelangelo Buonarroti, é claro.

2. Michelangelo estudou pintura, mas a pintura não era seu meio de expressão principal. Ele era em primeiro lugar escultor.

michelangelo

"Michelangelo era essencialista; ele contava sua história por meio de corpos grandes e dinâmicos.”

Os afrescos criados por Michelangelo para a Capela Sistina são repletos de imagens de corpos vibrantes e ativos. Lev explicou:

“Michelangelo não era realmente um pintor, então ele dava destaque a seus próprios pontos fortes. Em vez de estar acostumado a encher um espaço com movimento, ele lançava mão do martelo e formão e esculpia um pedaço de mármore para revelar a figura que havia em seu interior.

Michelangelo era essencialista; ele contava sua história por meio de corpos grandes e dinâmicos.”

3. O papa Júlio II, que encomendou o trabalho de Michelangelo na Capela Sistina, ficou conhecido como o “Papa Guerreiro”, mas foi um grande aficionado das artes.

papa julio ii

"O legado que esse homem deixou ao Vaticano não foi feito de fortalezas e artilharia, mas de arte.”

“O legado que esse homem deixou ao Vaticano não foi feito de fortalezas e artilharia, mas de arte”, disse Lev. “Foi o encontro entre esses dois gigantes, Michelangelo e Júlio II, que nos deixou a Capela Sistina.”

4. Você se lembra da pintura “A Criação de Adão”, na Capela Sistina? Eva também está ali, pertinho de Deus.

criação de adão

"Eva não foi algo que Deus se lembrou de criar mais tarde. Ela já fazia parte do plano.”

Deus estende um braço para Adão, e sob seu outro braço está ninguém menos que Eva. “Eva não foi algo que Deus se lembrou de criar mais tarde. Ela já fazia parte do plano. Sempre tinha feito parte do plano dele”, disse Lev.

“Esta representação do drama humano sempre disse respeito a homens e mulheres – tanto assim que o centro absoluto, o coração do teto, mostra a criação da mulher, não de Adão.”

5. “O Julgamento Final”, possivelmente a pintura mais famosa da Capela Sistina, quase foi destruída nos anos depois de primeiro ser mostrada ao público. Segundo Lev, foi considerada pornográfica.

juízo final

O que aconteceu depois de a pintura primeiro ser mostrada ao público foram “20 anos de editoriais e denúncias”, disse Lev.

De acordo com Lev, a polêmica em torno de “O Julgamento Final” “aconteceu ao longo de 20 anos de editoriais e denúncias, dizendo à Igreja: ‘Você não pode nos dizer como devemos viver nossas vidas. Por acaso notou a pornografia que tem exposta na capela do Papa?’”

Alguns insistiram que a obra devia ser destruída.

6. Anos mais tarde, a Igreja contratou outro pintor para cobrir algumas das genitálias pintadas – não para desfigurar a obra de Michelangelo, mas para salvá-la de ser destruída por aqueles que a consideravam obscena.

reconstrução

A igreja fez um acordo para salvar a pintura magistral de Michelangelo.

No ano em que Michelangelo morreu, a Igreja aceitou uma medida de meio-termo para salvar a pintura. “O acordo previu que 30 figuras teriam sua genitália tapada, e essa foi a origem das folhas de figueira tapando genitálias”, disse Lev.

“Foi assim que isso começou: porque a Igreja queria salvar uma obra de arte, não desfigurar ou destruí-la.”

Assista acima à palestra de Elizabeth Lev.

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Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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