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25/02/2016 10:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Taxa de desemprego de janeiro foi a maior para mês desde 2009, diz IBGE

Susan Trigg via Getty Images
Retrenched manager sits on bench and ponders his future

A taxa de desemprego de 7,6% em janeiro foi a mais alta para o mês desde 2009, quando estava em 8,2%. As informações são da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 25. Em janeiro de 2015, a taxa de desemprego tinha ficado muito abaixo do patamar atual, em 5,3%.

A população desocupada já soma 1,9 milhão de pessoas nas seis principais regiões metropolitanas do País. O total de indivíduos em busca de uma vaga cresceu 8,4% na passagem de dezembro de 2015 para janeiro de 2016, o equivalente a 146 mil pessoas a mais procurando emprego, segundo os dados da PME. Em relação a janeiro de 2015, a desocupação saltou 42,7%, com 562 mil desempregados a mais.

Os dados do IBGE mostram que houve corte de vagas no mercado de trabalho. Além disso, a população ocupada diminuiu 1% em janeiro ante dezembro do ano passado, 230 mil postos extintos. Na comparação com janeiro de 2015, a queda na ocupação foi de 2,7%, 643 mil funcionários dispensados.

Como resultado, a taxa de desemprego teve o maior crescimento para meses de janeiro, de 2,3 pontos porcentuais: passou de 5,3% em janeiro de 2015 para 7,6% em janeiro de 2016.

O resultado só não foi maior porque houve aumento da inatividade no período. A população não economicamente ativa cresceu 3,6%, ou 707 mil inativos a mais. Em relação a dezembro de 2015, a inatividade cresceu 1%, o que equivale a 207 mil pessoas a mais fora do mercado de trabalho.

"O desemprego cresce em razão da população ocupada menor e mais pessoas foram procurar trabalho. As demissões não parecem ser um fenômeno temporário", disse a técnica da pesquisa no IBGE, Adriana Beringuy.

A fraqueza do mercado de trabalho também fica clara nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, cuja taxa de desemprego permaneceu em 9% no trimestre encerrado em novembro, maior patamar da série iniciada em 2012.

Analistas não veem melhora do mercado de trabalho deste ano, diante do quadro de recessão prolongada. A expectativa na pesquisa Focus do Banco Central, que ouve semanalmente uma centena de economistas, é de contração econômica de 3,40% em 2016, com inflação de 7,62%, acima do teto da meta do governo.

(Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo)

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