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22/02/2016 13:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Mãe questiona supermercado por mais acessibilidade e recebe apoio nas redes sociais

Em um ano em que passou a vigorar o Estatuto da Pessoa com Deficiência, os desafios para os cerca de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de limitação são muitos. Quem viveu isso na pele foi Luciana Francez, mas o desfecho pode-se dizer que acabou sendo surpreendente.

No último dia 15 de fevereiro, ela fez uma visita ao supermercado Pão de Açúcar no Morumbi, na zona sul de São Paulo. Com ela estava o filho, que possui necessidades especiais. A surpresa desta mãe foi se deparar com um carrinho especial, que permitiu a ela levá-lo com maior conforto e acessibilidade.

Ela fotografou o filho no carrinho e postou a imagem em uma página de outro estabelecimento, o Supermercado Mambo. A sugestão era uma só: “Que tal comprar uns para o Mambo da Giovanni?”, escreveu. A foto logo viralizou nas redes sociais.

Mambo, queria dar uma ideia!Fui hoje ao Pão de Açúcar com meu filho especial e tive a grata surpresa de eles terem um...

Publicado por Luciana Francez em Segunda, 15 de fevereiro de 2016


Ciente da sugestão, o Supermercado Mambo logo se posicionou positivamente. “Olá sra. Luciana. Agradecemos o envio da sua ideia e já encaminhamos para a área responsável. Assim que tivermos um posicionamento da chegada do carrinho em nossas lojas entraremos em contato com a sra. (sic)”, respondeu o estabelecimento.

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O mais legal foi o fato do Pão de Açúcar ter entrado na conversa, oferecendo-se a repassar ao concorrente o fornecedor dos carrinhos especiais. "Estamos muito felizes em poder compartilhar essa ideia com vocês, Supermercados Mambo. Mandem uma mensagem privada pra gente. Essa é a única cadeira do Brasil e o projeto já foi homologado... Vamos te passar os contatos do nosso fornecedor!".

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Ao final, a mãe não perdeu a oportunidade de agradecer a todos os envolvidos pelo apoio. E com uma mensagem que vale ser lida por todo mundo:

“Obrigada por todo apoio que recebemos. Só assim este País vai pra frente, com cooperação e solidariedade. Meu filho nem pode mais comer, só algumas papinhas pois por causa da evolução da doença dele teve que fazer uma gastrostomia, mas só de passear entre as gôndolas, ajudar a escolher frutas que ele conhece, ver pessoas... poder ser incluído num mundo onde ainda temos que aprender a apreciar as diferenças. Foi simplesmente maravilhoso. Que este ato de amor, de pensar no outro, possa se espalhar por todos os cantos deste País! Isto se chama EMPATIA e sem ela não podemos viver!”.

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