ENTRETENIMENTO
20/02/2016 12:03 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

'Mãe Só Há Uma', novo filme de Anna Muylaert, é premiado no Festival de Berlim

Montagem/Divulgação

Um ano depois, a diretora brasileira Anna Muylaert conquistou mais um prêmio no Festival de Berlim, um dos mais importantes do mundo do cinema. Na noite desta sexta-feira (19), o longa Mãe Só Há Uma recebeu um dos troféus da 30ª edição do Teddy Awards, nome dado à mostra independente da Berlinale voltada às produções com temática LGBT.

Männer Magazin presents their readers jury award: it goes to 'Mãe só há uma' / 'Don't Call Me Son', congratulations to director Anna Muylaert

Publicado por TEDDY AWARD em Sexta, 19 de fevereiro de 2016


TEDDY AWARD @TeddyAward 33 minHá 33 minutos Our congratulations to Anna Muylaert, director of the #MännerMagazin Reader's award winner - "Don't Call Me Son"!! #berlinale #teddyaward2 retweets 3 curtiram

Publicado por Anna Muylaert em Sexta, 19 de fevereiro de 2016


O prêmio recebido pelo longa brasileira foi o concedido pela revista alemã Männer, voltada ao público gay. O júri foi só elogios, conforme descreveu a publicação.

“O nosso júri disse o seguinte: a diretora, roteirista e produtora Anna Muylaert contou em ‘Mãe Só Há Uma’ uma história inteligente, divertida e maravilhosamente gay sobre identidade e família. Aqueles que nós escolhemos e aqueles que nos escolhem. O filme é bem sucedido nisso, levanta questões interessantes sobre gênero e sexualidade e se mantém acessível e grandiosamente divertido.

O lindo Naomi Nero e a maravilhosa Daniele Nefussi nos papeis principais nos fazem, simultaneamente, rir, chorar e pensar. Acreditamos que um público global estava esperando por um filme como esse”.


O longa Mãe So Há Uma conta a história de um jovem de classe média de 17 anos, Pierre, que se vê diante de um dilema ao saber que foi roubado quando bebê. Aquela que ele pensava ser sua mãe é presa e ele é forçado a mudar de família, casa, escola e até de nome. Ao mesmo tempo em que a sua vida vira de cabeça para baixo, ele começa a sentir os primeiros sinais da sua transexualidade.

Esse é o segundo prêmio que Anna conquista em Berlim em dois anos. No ano passado, o filme Que Horas Ela Volta? venceu o troféu do público, o Panorama.

“Você vir para um festival desse tamanho, ganhar um prêmio de público e voltar no ano seguinte é uma ousadia (...). Acho que o público entendeu que é uma outra poesia, muito mais provocativa do que ‘Horas’. Estou muito feliz”, disse a diretora ao jornalista e crítico de cinema Rodrigo Fonseca, correspondente para o Almanaque Virtual.

Veja todos os vencedores do 30ª Teddy Award:

- Melhor filme / Ficção

Kater (Tomcat), dirigido por Händl Klaus

- Melhor filme / Documentário

Kiki, dirigido por Sara Jordenö

- Prêmio especial do júri

You’ll never be alone (Nunca vas a estar solo), dirigido por Alex Anwandter

- Melhor curta-metragem

Moms on Fire, dirigido por Joanna Rytel

- Prêmio do público

Théo et Hugo dans le même bateau, dirigido por Olivier Ducastel e Jacques Martineau

- Prêmio Männer Magazine

Mãe Só Há Uma, dirigido por Anna Muylaert

- Prêmio Teddy especial

Christine Vachon

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