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18/02/2016 10:23 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Obama fará viagem histórica a Cuba nas próximas semanas, diz autoridade dos EUA

Pool via Getty Images
NEW YORK, NY - SEPTEMBER 29: U.S. President Barack Obama (R) and President Raul Castro (L) of Cuba shake hands during a bilateral meeting at the United Nations Headquarters on September 29, 2015 in New York City. Castro and Obama are in New York City to attend the 70th anniversary general assembly meetings. (Photo by Anthony Behar-Pool/Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitará Cuba em março deste ano, disse um funcionário do alto escalão do governo norte-americano, no que será uma viagem histórica no último ano de sua Presidência e marcará uma guinada nas relações dos EUA com o ex-inimigo da Guerra Fria.

Será a primeira viagem de um presidente norte-americano a Havana, capital cubana, em 88 anos. A viagem, que vinha sendo comentada informalmente nos meios diplomáticos, foi confirmada pelo The Wall Street Journal, na edição de hoje (18), citando como fonte um alto funcionário do governo norte-americano.

A Casa Branca planeja anunciar a visita nesta quinta-feira. A parada em Cuba será parte de uma viagem mais ampla pela América Latina. A visita de Obama a Havana irá coroar o que autoridades dos EUA veem como um dos legados de sua política externa: a normalização do relacionamento com Cuba e a adoção de medidas para expandir as relações comerciais após um congelamento de 54 anos.

A viagem ocorrerá 15 meses depois que os Estados Unidos e Cuba anunciaram planos para restaurar relações após um congelamento diplomático que durou mais de 50 anos. A visita constitui mais uma etapa na reaproximação histórica entre os Estados Unidos e Cuba. A última e única visita de um presidente norte-americano ao país foi feita por Calvin Coolidge, em 1928.

Situada a apenas 145 quilômetros da costa da Flórida, Cuba vem sofrendo um embargo econômico dos Estados Unidos desde 1961, quando as relações entre os dois países foram cortadas . O rompimento ocorreu depois da revolução cubana liderada por Fidel Castro.

Embora os dois países tenham avançado em termos de reaproximação, muitas medidas visando à normalização das relações ainda dependem do Congresso dos Estados Unidos. Os congressistas ainda têm de levantar o embargo econômico e a proibição de viagens de norte-americanos a Cuba.

A Casa Branca analisa a adoção de providências que permitam que turistas norte-americanos façam viagens para Cuba. A ideia é que o próprio executivo emita uma autorização especial, evitando assim que o turismo para a ilha cubana dependa de aprovação do Congresso norte-americano. .

A maioria republicana do Congresso norte-americano desafiou o pedido de Obama para anular o embargo de cinco décadas, por isso o mandatário recorreu a decretos executivos para relaxar as restrições de comércio e viagem.

Os pré-candidatos presidenciais republicanos Marco Rubio e Ted Cruz, ambos filhos de imigrantes cubanos, vêm criticando duramente a abertura de Obama para Cuba sem a contrapartida de uma mudança política na ilha comunista.

Uma visita de Obama a Havana no final de março coincidiria com a finalização do acordo de paz entre a Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que foi encorajado e patrocinado por Raúl Castro.

(Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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