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17/02/2016 17:56 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Por que alguns assexuais se masturbam (e algumas outras coisas que eles querem que vocês saibam)

ANDERSEN ROSS VIA GETTY IMAGES

Embora as orientações sexuais que não se enquadram no contexto de heterossexualidade, homossexualidade e a bissexualidade estejam começando a receber mais atenção e a serem melhor compreendidas no geral e pela mídia, a assexualidade continua sendo ainda uma orientação sexual relativamente mal compreendida.

A The Asexual Visibility And Education Network (AVEN), ou, Visibilidade Asexual e Rede de Educação (em tradução livre) define um assexual como "alguém que não sente atração sexual" e faz a seguinte observação "diferente do celibato, que é uma escolha pessoal, a assexualidade faz parte intrínseca das pessoas assexuais".

Em um episódio recente do HuffPost “Love+Sex” Podcast, os co-apresentadores Carina Kolodny e Noah Michelson falaram com vários assexuais para descobrir como são as suas vidas e também conversaram com Anthony Bogaert, autor de Understanding Asexuality (“Entendendo a Assexualidade”, em tradução livre) e professor de ciências da saúde e psicologia da Universidade Brock.

Confira o podcast (abaixo) para conhecer mais sobre a vida de um assexual, assim como para conhecer alguns fatos dados por Bogaert sobre o que é exatamente a assexualidade e o que não é.

Assexualidade é uma orientação: "A atração sexual é o principal elemento usado para definir a orientação sexual. Portanto, se você não sente atração sexual por alguém você pode compreender a assexualidade dentro de uma estrutura de orientação sexual.

Você não sente essa atração, mas ainda faz parte de uma estrutura de orientação sexual e é por isso que eu interpreto como uma orientação sexual distinta".

A assexualidade não é um transtorno: "De um ponto de vista médico, não existe muita evidência que as pessoas assexuais, auto-identificadas dessa forma, são necessariamente afligidas por causa da falta da sexualidade, a falta de interesse sexual, ou a falta de atração sexual por outras pessoas. Portanto, esse é o principal critério que nós deveríamos usar ao pensar se é [ou não é] algum tipo de transtorno de saúde ou problema mental".

Existe um espectro assexual: "Algumas pessoas assexuais [que se auto-identificaram como tal] relatam um certo nível de interesse sexual e de atração sexual, embora muito baixo... e elas também relataram inclusive que [se definem como] 'grayssexual'.

Existem também indivíduos [conhecidos como 'demissexuais'] que relatam ter interesse sexual em um contexto bem específico e esse contexto é quando eles estão bem conectados romanticamente a alguém e, somente aí eles talvez tenham certo tipo de atração sexual pelo indivíduo em questão.

Mas sua atração sexual não ocorre da mesma forma de uma pessoa que está um relacionamento romântico e sente atração sexual por seu parceiro romântico...

Para os demisexuais, existe um tipo predominante de interesse sexual focado somente dentro do contexto de relacionamentos românticos.

E finalmente, é claro, existem as pessoas assexuais que não sentem nenhuma atração sexual, de nenhum tipo, mesmo quando o contexto é estar engajado em qualquer forma de relacionamento romântico".

Os assexuais podem ter relacionamentos com pessoas sexuais: "Pessoas assexuais podem estar em um relacionamento com uma pessoa sexual e esses relacionamentos podem até dar certo sexualmente – quer dizer, eles podem fazer sexo, por exemplo, para dar prazer ao seu parceiro mesmo se elas não sentirem nenhum interesse sexual ou atração sexual pela outra pessoa.

E também existem indivíduos que podem estar em um relacionamento com uma pessoa sexual e onde essa pessoa busca prazer sexual em outra parte".

Alguns assexuais se masturbam: "Algumas pessoas assexuais podem ainda ter um certo nível do que eu chamo de ‘desejo não direcionado’ aos outros. Pode ser um tipo de sentimento lascivo que não está conectado diretamente às outras pessoas e eles podem sentir a necessidade de se aliviar de uma forma não específica nem direcionada aos outros e, portanto, elas podem se masturbar.

Existem algumas evidências que indicam que um número significativo de pessoas assexuais ainda se masturba, por exemplo, para fazer o que a pessoa chama de “limpeza no encanamento” digamos assim. Ou ainda pode ter um certo tipo de prazer sexual, mas não é um prazer sexual que aparece junto com o sentimento lascivo que tipicamente as pessoas sexuais podem sentir por outras pessoas".

Pelo menos um por cento de americanos são assexuais: "As medidas de atração com as quais tenho mais familiaridade e o trabalho que eu tenho feito indicam que talvez ao menos um por cento, ou até mais, são assexuais.

Vários estudos também sugerem que um por cento das pessoas podem indicar que nunca realmente terem sentido uma atração fatal por alguém".

Existe uma comunidade forte e crescente de assexuais online: para mais informações, visite o site da AVEN.

O “The HuffPost Love+Sex” podcast é produzido por Katelyn Bogucki e editado por Nick Offenberg. Assistente de produção e design é oferecido por Lauren Bell.

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Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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