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16/02/2016 12:22 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Governador Beto Richa é criticado no BBB pela ‘Batalha do Centro Cívico', o massacre que acabou elogiado por promotor (VÍDEO)

Dois participantes da 16ª edição do Big Brother Brasil (BBB) relembraram na noite desta segunda-feira (15) a Batalha do Centro Cívico, como ficou conhecido o massacre dos professores estaduais do Paraná no dia 29 de abril de 2015. Ronan e Ana Paula criticaram o episódio e, principalmente, o governador do Estado Beto Richa (PSDB).

Leia o diálogo:

Ronan: Dia 29 de abril eles vacilaram, hein?

Ana Paula: Por quê?

Ronan: Porque eles bateram nos professores…

Ana Paula: Ai… Mas foi por causa do prefeito

Ronan: Prefeito não, governador.

Ana Paula: Ah, é, prefeito não. Você tá certo. Governador.

Ronan: Então, deixa eu ser bem claro nisso porque o governador é um cara poderoso. A culpa é dele ou porque mandou fazer ou por omissão. Ele não pode dizer que não sabia. Porque se ele não sabia a culpa é dele também.

Ana Paula: O governador não pode se omitir.

Ronan: Sim. Ele é o governador, ele tem que saber das coisas que estão acontecendo. Principalmente…

Ana Paula: Se foi abuso de poder e tudo mais, ele tinha que ir lá e cortar a cabeça.

Ronan: Principalmente relevante como foi. Todos os professores do Estado estavam lá. Se ele não sabe o que está acontecendo, ele não se preocupa com eles. Se ele não se preocupa com eles, foi por omissão.

Coincidência ou não, o diálogo em que os brothers debatem as agressões que deixaram mais de 200 feridos, e fizeram um comandante da Polícia Militar e um secretário de Segurança – o deputado federal Fernando Francischini (SD-PR) – perderem os seus cargos, surge na mesma semana em que um promotor da Justiça Militar pediu o arquivamento de uma ação contra policiais.

Segundo informações do jornal Gazeta do Povo, o promotor Misael Duarte Pimenta considerou que a ação da PM contra professores e estudantes – com direito a bombas atiradas de helicópteros – foi “concluída exitosamente”, contra um protesto que era “coisa genuinamente de fações radicais”.

Além disso, o promotor destacou em seu pedido de arquivamento da ação que os policiais apenas cumpriram ordens “advindas do governador do Estado e do secretário de Segurança” e todo o material utilizado contra os manifestantes foi considerado “apropriado” por ele. A Justiça Militar pode acatar ou não o pedido de Pimenta.

Em nota, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que a manifestação deste promotor foi na esfera militar somente e estão dissociados dos demais representantes da Promotoria designados pela Procuradoria-Geral de Justiça, que ajuizaram em 29 de junho de 2015 uma “ação civil pública por atos de improbidade administrativa, em face dos agentes públicos que identificaram como tendo responsabilidade pelo episódio”.

“O pedido de arquivamento, portanto, não interfere na ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná, por meio dos citados membros do Ministério Público especialmente designados pela Procuradoria-Geral de Justiça, nem no envio de cópias à Procuradoria-Geral da República, para a apuração de eventuais crimes comuns, inclusive aqueles atribuíveis a policiais militares, não previstos no Código Penal Militar”, conclui o MP-PR.

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