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16/02/2016 00:35 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Para abafar impeachment, Dilma se empenha na votação da CPMF no Congresso

Montagem/PT/Câmara

A presidente Dilma Rousseff e seus aliados têm apostado todas as fichas na recuperação da economia para abafar o clamor impeachment. O problema é que, na visão do governo, o Brasil só sai do vermelho com a aprovação da CPMF, o que é mal vista por diversos setores da sociedade.

No esforço de diminuir a tensão com o Congresso, a presidente se reúne nesta terça-feira (16) com líderes da base para, novamente, fazer um apelo pela aprovação do imposto e das demais medidas do pacote do ajuste.

O mesmo pedido foi feito na segunda-feira (15) aos senadores. Ao G1, o senador Hélio José (PMB-DF), um dos vice-líderes do governo no Senado, disse que a presidente pediu empenho dos senadores junto a governadores e prefeitos para recriar a CPMF.

O discurso da presidente também inclui a Desvinculação das Receitas da União (DRU) e emplacar a reforma previdência. Na avaliação de governistas, com holofotes sob estes temas e o impeachment parado no Supremo Tribunal Federal, o impedimento da presidente perde força.

A intenção é mostrar que o governo não ficou parado. A expectativa do líder do governo, José Guimarães (PT-CE), é que o mesmo seja feito na Câmara dos Deputados.

“A Casa não pode ficar parada esperando o Supremo Tribunal Federal decidir os embargos (sobre o rito do impeachment). Se já votamos medidas provisórias no início do mês, as comissões também podem funcionar”, disse na tarde de segunda-feira, após reunião no Palácio do Planalto.

Impeachment

O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aguarda decisão do STF para retomar o processo do impeachment contra a presidente. A expectativa tanto dele, de oposicionistas e até mesmo de governistas é resolver a questão o quanto antes.

A previsão é que no meio de março o tema passe a ser assunto vencido nos corredores do Congresso.

Ajuste fiscal

Até lá, o governo foca no ajuste. Com o retorno dos trabalhos marcado oficialmente para esta terça-feira (16), a Câmara deve votar medidas provisórias, como a que estabelece a reforma administrativa e a que limita um teto para o funcionalismo público.

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